domingo, 22 de maio de 2016

[9233] - RENEGOCIAR "CASA PARA TODOS"...

O novo governo de Cabo Verde quer renegociar com Portugal a linha de crédito do programa “Casa para Todos”. Esta informação foi avançada pelo Ministro das Finanças, Olavo Correia, uma semana depois do Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, ter afirmado que é urgente encontrar uma solução para este projecto, o que poderia implicar renegociar o programa. Governo vai renegociar com Portugal para concluir “Casa para Todos”

É que, das seis mil habitações previstas, quatro mil estão por concluir. Entretanto, o crédito está quase todo consumido, com muita obra ainda por realizar, facto que levou Olavo Correia a colocar em causa a sustentabilidade do projecto. O governante reconheceu falhas de parte a parte, no entanto, devido às excelentes relações entre os dois Estados, entende que Cabo Verde pode renegociar a linha de crédito e dar continuidade às obras.

De referir que, há uma semana -no dia 15 de Maio - o Primeiro-ministro também falou da urgência em encontrar uma solução para o “Casa para Todos”. Ulisses Correia e Silva fez a constatação depois da Ministra das Infraestruturas, Eunice Silva, revelar que parte das obras deste programa está paralisada e que só em juros o projecto acumula dívidas de cerca de 20 milhões de euros.

Reconheceu se um "dossiê complicado, em termos do seu impacto financeiro sobre a economia e a dívida pública. É uma dívida do Estado de Cabo Verde a Portugal, concessional, mas que terá que ser paga". UCS disse que é urgente viabilizar uma solução que permita que as casas sejam disponibilizadas, mas que haja retorno financeiro para pagar a dívida e redinamizar o mercado.

O programa "Casa para Todos", gerido pela Imobiliária Fundiária e Habitat, é financiado ao abrigo de uma linha de crédito portuguesa de 200 milhões de euros. Prevê a construção de 6.000 casas com o objectivo de reduzir o défice habitacional no país. 2.188 casas já estão concluídas, segundo dados do IFH.

As casas estão a ser construídas por consórcios de empresas cabo-verdianas (19) e portuguesas (22), como parte das condições do empréstimo concedido por Portugal. - C/Lusa

1 comentário:

  1. Casa Para Todos ou o SubPrime caboverdiano.
    Como foi possível embarcar-se nesta aventura endividar-se para um programa social de larga escala arriscado economicamente e financeiramente?
    Mais uma vez a solução está em Portugal !!

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