terça-feira, 7 de junho de 2016

[9290] - OPORTUNISMO E MÁ FÉ...

Exonerado do Instituto Nacional de Previdência Social, o dirigente do PAICV faz-se de vítima, isto depois de ter andado a desafiar o executivo de Ulisses Correia e Silva, bazofiando que o contrato de presidente da Comissão Executiva do INPS era com o Estado e não com o governo, e aproveitando para fazer nomeações de “camaradas”


O governo decidiu exonerar a Comissão Executiva do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). A decisão é publicada no Boletim Oficial (BO) de 2 de junho, II série, número 26. Com o candidato derrotado à Câmara Municipal de Santa Catarina, nas eleições de 2012, saem também Elias Monteiro e Emanuel Évora Gomes.

José Maria Veiga está inconsolável, não se conformando com a ideia de ter sido exonerado. Logo ele que, semanas atrás, bazofiava ter um contrato assinado com o Estado e não com o novo governo, de tal modo estava convencido ser intocável e achando normal não haver qualquer incompatibilidade entre as suas funções de dirigente do PAICV e a presidência de um instituto público.

“Esta tarde, após ter deixado o trabalho, alguém me telefonou, informando que a minha exoneração de Presidente da Comissão Executiva do INPS, juntamente com os meus colegas Elias Monteiro e Emanuel Gomes, tinha acabado de sair no BO. Isso, sem que ninguém, nem mesmo o Ministro tutela tivesse a mínima gentileza de fazer qualquer comunicação prévia aos visados”, escreveu Veiga, esta quinta-feira, na sua página pessoal no Facebook. Uma gentileza, aliás, que nunca manifestou por este governo, nunca colocando o seu lugar à disposição (como a ética o exigiria) e permitindo-se até bazofiar, desafiando o novo executivo.

O regabofe das contratações de “camaradas”

Dando como certo o seu afastamento do INPS, José Maria Veiga tratou de arranjar uns “tachos” a “camaradas” antes da inevitável exoneração. Em abril último, conforme Cabo Verde Direto teve ocasião de noticiar (ver aqui), o até agora presidente do INPS tratou de transformar contratos por tempo determinado em definitivos, colocando jovens “camaradas” na instituição, promovendo contratações e progressões, reclassificações e mobilidades à pressa para “proteção de certas pessoas, em detrimento de outras com carreira dentro do instituto”, como então referiram ao nosso jornal fontes do INPS. Entre estes, foram contratados por tempo indeterminado sete jovens que haviam sido delegados do PAICV às mesas de voto nas eleições de 20 de março.

Corrido de todo o lado

José Maria Veiga tem na sua vida pública um rasto de situações pouco claras, de que ressaltam ter sido corrido por Felisberto Vieira (Filú) da lista de candidatos à Câmara Municipal da Praia nas eleições de 2008. Em causa estavam situações, nunca esclarecidas, com o antigo vereador da CMP alegadamente envolvido em obscuros negócios de terrenos na capital.

Pelo meio, existem acusações de roubo de energia, de gestão duvidosa no Programa Nacional de Luta Contra a Pobreza, de ligações pouco claras com arguidos do caso “Lancha Voadora” e compra de votos em Santa Catarina. O que faz dele o político caboverdiano cujo nome tem estado permanentemente associado a situações obscuras.

Nova Comissão Executiva toma posse

Entretanto, o governo nomeou já a nova Comissão Executiva do INPS que, tudo indica, tomará posse esta sexta-feira. Presidido por José Augusto Fernandes, o órgão dirigente do INPS integra ainda Orlanda Ferreira e Helena Maria Mendonça como administradoras executivas.

Redação - CABO VERDE DIRETO

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