sábado, 11 de junho de 2016

[9309] - INVESTIMENTO LUSO EM CABO VERDE...

Mas não só, empresários de outros países europeus têm também vindo a manifestar interesse em visitar o País e avaliar oportunidades de investimento. Até porque Cabo Verde pode funcionar como placa giratória para chegar a outros destinos, nomeadamente a África Ocidental e os EUA. A melhoria do ambiente de negócios garantida por Ulisses Correia e Silva começa a abrir portas...


Resultante da mudança operada em 20 de março e das possibilidades abertas em termos de melhoria do ambiente de negócios, vários empresários portugueses manifestaram já o interesse em investir no nosso país, quer por via oficial, como é o caso da delegação de seis empresários que visita Cabo Verde sob o patrocínio da AIECP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), quer pessoalmente.

No primeiro caso, os empresários foram recebidos pelo primeiro-ministro, tendo na ocasião recebido sinais “positivos” da vontade do governo em facilitar e agilizar o investimento direto estrangeiro, nomeadamente, em áreas como a arte, saúde, consultadoria, construção civil e eficiência energética.

Mas outros setores poderão também estar na mira dos empresários portugueses, como o turismo, as energias renováveis, os têxteis e a economia marítima.

As possibilidades de investimento estão, porém, dependentes de uma nova legislação que atalhe as dificuldades, nomeadamente burocráticas e de natureza fiscal, e os constrangimentos que têm sido sentidos por investidores estrangeiros, mais concretamente nos domínios da energia, mobilização de água, transportes e serviços alfandegários (tidos como um dos maiores obstáculos).

O apetite estrangeiro pelo investimento não se circunscreve apenas aos portugueses, já que vários empresários de outros países europeus têm vindo a manifestar nas últimas semanas interesse em investir em Cabo Verde. Uma situação que não é alheia ao empenho pessoal do embaixador da União Europeia (UE) no nosso país, José Manuel Pinto Teixeira, que se tem desdobrado em contactos e a fazer pontes entre potenciais investidores europeus e Cabo Verde.

De salientar o anúncio recente do Grupo Riu, que opera em Cabo Verde desde há vários anos, em aumentar os seus investimentos no país em resultado dos sinais positivos avançados pelo governo.

O interesse pelo nosso país é acrescido pelo facto de Cabo Verde poder constituir placa giratória para oportunidades de negócio na África Ocidental, mas também nos Estados Unidos da América, onde reside uma pujante comunidade caboverdiana. (Cabo Verde Direto)

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