quinta-feira, 30 de junho de 2016

{9395] - O ACORDO C.VERDE-U.EUROPEIA...

Fretson Rocha, Rádio Morabeza/Expresso das Ilhas 

Opção estratégica de Cabo Verde deve passar pelo aprofundamento da relação com o Euro – Paulo Monteiro Júnior

O economista Paulo Monteiro Júnior defende que o futuro da política monetária cabo-verdiana deve passar pelo aprofundamento do acordo de paridade cambial com o Euro e não pela integração do país na moeda única da CEDEAO. O economista contraria, assim, a intenção da CEDEAO, que quer aprofundar a união económica e monetária existente em alguns dos país da comunidade, através do Franco CFA.
Por outro lado, o especialista entende que o arquipélago pode fazer parte do mercado comum da Comissão Económica dos Estados da África Ocidental, mesmo que não adopte a mesma moeda. “Isto é perfeitamente compatível com a participação na integração económica da CEDEAO”, afirma, citado pela Rádio Morabeza.
Do ponto de vista factual, Paulo Monteiro Júnior lembra que Cabo Verde está mais próximo da União Europeia do que da CEDEAO. “Praticamente, não temos comércio com a zona da CEDEAO, nem importação, nem exportação. Outro factor importante, as remessas da emigração, essencialmente vêm da Zona Euro”, acrescenta.
O economista falava esta quarta-feira, à Rádio Morabeza, numa reacção à intenção do Conselho de Convergência da União Económica e Monetária da África Ocidental, de convidar Cabo Verde para uma maior aproximação à união monetária da sub-região. 
Num relatório divulgado por estes dias, a Comissão Económica dos Estados da África Ocidental antecipa a criação de um Banco Central, como estratégia para efectivar o lançamento e introdução da moeda única para os seus 15 países membros em 2020.

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