terça-feira, 12 de julho de 2016

[9436] - C O N V I V E R ...

DO BLOGUE "PRAIA-DE-BOTE" REPRODUZIMOS:

"Hoje, no Restaurante do Palácio da Independência, Lisboa, houve um almoço INSÓLITO de gente vinda de todos os cantos do planeta (melhor dizendo de toda a galáxia)... incluindo Tours (France), Cabo Verde, Almada, Queluz, Tomar e Évora.

Falou-se de Cabo Verde (imenso), falou-se da estrondosa vitória da selecção nacional de Portugal, aquela que tem gente de todos os cantos do planeta (melhor dizendo de toda a galáxia)... degustou-se algo INSÓLITO, comeu-se algo menos insólito mas igualmente bom, falou-se de livros, trocaram-se lembranças, e sobretudo, sobretudo, sobretudo, encontraram-se pela primeira vez ou reencontraram-se bons amigos de matriz mindelense.

Claro que não colocamos aqui fotos pessoais porque cada vez menos confiamos na privacidade destes locais internéticos e as mesmas apenas seguirão para os próprios. Foi um grande dia, sobretudo uma grande tarde de cabo-verdianidade. A repetir, quem sabe no Mindelo."

Afinal, a única coisa verdadeiramente insólita desta memorável reunião de cabo-verdianos, uns de origem e outros de vocação, foi a marca do vinho que, por acaso, em matéria de "bouquet" nada tinha, afinal, de insólito...E, por muito saborosa ou simplesmente fotogénica que a refeição tenha sido, num local emblemático  do ponto de vista histórico a lembrar 1640, por um lado, e a chacina dos judeus de 1506, por outro, eu bem que cumpriría um ramadão mais ou menos prolongado fora isso condição para que a reunião se cumprisse... Foi um infelizmente curto banho de alma! Para além de me encontrar, pela primeira vez, com pessoas, que já admirava, mas não conhecia pessoalmente, em especial a morabíssima filha de um muito amigo de infância e companheiro de bancos de escolas várias, até notáveis cultores de letras e outras artes, entre as quais as da simpatia extrema e de uma profunda identidade de sentimentos no que às coisas de Cabo Verde -  gentes, lugares e idiossincrasias - dizem respeito e sobre as quais os  corações batem em uníssono, sofrem e rejubilam, honestamente, sem nada se perder da raízes identitárias de cada um... É, afinal, como se todos nos conhecêssemos desde sempre e nos primórdios das nossas juventudes tivéssemos celebrado um pacto de entendimento eterno e de fidelíssimo carinho aos lugares e às gentes das Ilhas...É lindo, minha gente!

Queluz, 12.07.2016
Zito Azevedo





4 comentários:

  1. Grande manhã, grande tarde, grande dia!!! Gente de primeira qualidade, toda de matriz cabo-verdiana, fora as outras matrizes que também nos unem, um luxo. Começámos no gin, continuámos INSÓLITAmente, acabámos na ginja e pelo meio matámos saudades das ilhas.

    Braça a todos,
    Djack

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  2. Introduzo o que já tinha exprimido em mail pessoal.
    "Na verdade, se há momentos que me enchem a alma, esse foi um. As palavras não chegam para dizer do prazer que é desfrutar da presença de amigos da vossa excelente qualidade. Foi particularmente gratificante conhecer em pessoa a Ondina, a Carmo e o Zito, pois que com o Joaquim e o Valdemar já nos tínhamos encontrado mais de uma vez. A simpatia, a naturalidade e a espontaneidade selaram a amizade que os blogues "Praia de Bote", "Arrozcatum", "Coral Vermelho", e também o "Valdas", já tinham criado através do diálogo e da partilha das nossas opiniões sobre os mais diferentes temas e assuntos. Ora mais centrados nas coisas de Cabo Verde, ora transpondo-se para questões mais genéricas, esses blogues têm a virtude de nos aproximar e de nos comprometer cívica e intelectualmente.
    Registei com especial apreço o esforço físico que o Zito despendeu para poder estar presente, devido aos seus actuais problemas de locomoção. Isso tem de ser relevado.
    E como se já não bastasse a sua presença, a Ondina encheu-nos de preciosíssimas prendas!
    E o "Djack" mais uma vez foi aquele anfitrião incansável e impagável!
    E a Carmo e o Valdemar deslocaram-se de longe!
    Queridos amigos, que mais dizer?
    Um Bem-Haja para todos!"

    Resta sublinhar as ricas e bem bordadas palavras do Zito. Elas exprimem de forma ímpar o significado do nosso encontro.

    Djack, seria injusto não relevar de forma particular a excelência do brinde com a saborosa ginjinha que nos ofereceste no fim, pois que esta por momentos me fez lembrar o nosso "pontch" das ilhas. Diria que, assim, o sabor do licor teve o condão de encerrar com chave de ouro um momento bem passado.

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  3. Creio que ficará inesquecível! Agradável convívio entre gente de elevada qualidade humana e naturalmente culta e simples. Embora MINDELO fosse matriz unitária, o que foi interessante, pois a partir dele, Leiria, Vila Viçosa e Lisboa chegaram a Cabo Verde; outras ilhas também - pelas "nossas extensões" - aí estiveram representadas (Brava, Santo Antão, São Nicolau e Fogo) Foi bonito, sim senhor!

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  4. Meus Caros Amigos:

    Vou repetir que o Encontro foi para mim como uma jornada da minha juventude com amigos do coração. Coisa indescritível que não podem calcular pois não é possível ler no coração de pessoa com quem não vivemos todos os dias.
    Conhecer a Ondina, pessoa que admiro pelo que nos ensina e, ainda por cima, dar-lhe um braça, foi um prémio. Não me surpreendeu pois sempre pensei numa pessoa do nosso tempo, da nossa educação, com quem podemos contar para conhecer o que não podemos aprender. A leitura da noite de ontem foi reler contos com sabor a morabeza e à defesa do nosso ideal de liberdade, de não esquecer o que os auto proclamados "melhores filhos" nos deram (e dão...).
    A Carmo. Ai a Carmo !!! Será uma amiguinha, a filha de um amigo, um monumento de "joie de vivre". ? Não sei. Foi o nosso segundo encontro; foi carinhoso.
    E os rapazes? O Menino de Ponta de Praia, emérito conhecedor das Historias da Portugal e de Cabo Verde, a terra que adoptou e foi adoptado até pelos xenôfobos. O Zito, esse, conheci-o quando chegou no Mindelo num tempo que me marcou; se não brincávamos juntos, observávamos de longe, contabilizando as "rabada d'oie" das meninas, sem ciumeiras mas com um indefinido "quêl moce tem sorte".
    Last but not least. Um menino "burmidjim", calmo, que ficou registado na minha memória e que viria a encontrar mais tarde como homem de valor, amigo de peito. Considero-vos - todos Vós - meus Amigos e dignos filhos da Lusitanidade.
    Não digo mais porque podem "intchà toque". So acrescento um recado à Ondina: - Pelo que me presenteou e pelo que disse de mim vai pagar coima. Sou idoso mas rejuvenesci-me na segunda-feira para marcar pontos junto das duas meninas. Então?
    Obrigado !!!
    Braças e mantenhas pa cada um um
    VALDEMAR PEREIRA - Tours/França
    Por e-mail

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