terça-feira, 26 de julho de 2016

[9498] - COMUNICAR...











Ouvi, na TV, este principio de tarde um sacerdote católico português, juntamente com outros dois comentadores, digamos, civis, falar sobre terrorismo e atentados, nomeadamente o desta manhã na Normadia, em que perdeu a vida um padre católico selváticamente degolado...
Para justificar os seus pontos de visto segundo os quais tem reinado, sobre estes tristes acontecimentos, um imenso diálogo de surdos, relata uma experiência que, semanas atrás, experimentou a norte de Israel, onde se encontra de visita a determinadas ruínas históricas.
Numa ruela estreita de um vilarejo, ao fim de uma tarde quente, cruzava-se com um árabe com as suas vestes e turbante tradicionais, de cenho carregado, mas deixou que dos seus lábios se soltasse a saudação árabe as-salamu alaykum...
Instantaneamente, a cara do árabe se iluminou de um largo sorriso ao ouvir alguém, que ele presumia hostil, falar-lhe na sua própria língua e, de olhar surpreendido e convencido de estar a dirigir-se a um judeu, respondeu, em hebraico, shalom...
Um pormenor, um simples pormenor, que bem poderia ser a chave para a solução de um problema de dimensões cósmicas: COMUNICAR!!!

3 comentários:

  1. Sim, a comunicação poderia ajudar a atenuar esta hostilidade. Mas seria apenas o primeiro passo. Mas interessaria saber se o irredentismo religioso e cultural do mundo árabe aceitaria um diálogo que questionasse o fundamento das suas posições.

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  2. Segundo ouvi, a esmagadora maioria do mundo islâmico nada tem a ver com os mentores do terror sendo, até, as primeiras vítimas da corja assassina, como diáriamente ouvimos...Parece, no entanto, que se pretende que "julguemos" os muçulmanos TODOS, pela mesma bitola...

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  3. Não afirmo que todos são terroristas mas hà muita hipocrisia nomeadamente no que concerne a tomada de posição. Na rua dizem que esse terrorismo nada tem a ver com o Islão mas muitos cabecilhas continuam impàvidos e serenos, ou melhor tremendo como varas verdes.
    Isto faz-me lembrar a serpente da fàbula de que se falou aqui não hà muito.

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