sábado, 1 de outubro de 2016

[9735] - NA ROTA DOS CRUZEIROS...


A Semana Online, que é uma espécie de jornal oficial, anuncia hoje que ""Cabo Verde deverá receber 70 escalas de cruzeiros esta temporada. A nova temporada de cruzeiros arranca este sábado, 01 de Outubro, e estão previstos pelo menos 70 escalas em várias ilhas, designadamente Santiago, São Vicente, Boa Vista, Maio, Fogo e Santo Antão. Actividades culturais vão ser realizadas nas cidades da Praia e do Mindelo para marcar o início da temporada""
Se Cabo Verde vai registar 70 escalas de cruzeiros, como anuncia pomposamente A Semana Online, então, o Terminal de Cruzeiros que deveria ser construído no Porto Grande, em Mindelo, faz todo o sentido e o governo de Cabo Verde deve aprovar o programa holandês Orion, que prevê investir 10 milhões de dólares, cabendo a Cabo Verde encontrar o resto do dinheiro. Estou a pensar bem? Se há alguém que conheça mais informação, que diga algo... Agora, o mutismo do responsáveis políticos e deputados por S. Vicente é ensurdecedor!

 José Fortes Lopes.

N.E. - De referir o castiço programa de manifestaçôes culturais a ofecerer aos turistas nas diferentes ilhas - "batucadeiras, tabanca e batucada"...

5 comentários:

  1. A N.E. está incompletíssima, fruto de investigação apressada. Pelas informações que detenho (muito mais fidedignas que as o Ac'A), estão também previstas caçadas ao hipopótamo na Baía das Gatas, ao elefante na Ribeira Grande de Santo Antão e ao leão em Santa Luzia. Para o Sal vai reactivar-se o parque temático "Tarzan, o homem da selva de Espargos" e para Santiago apontam-se visitas guiadas às Minas de Salomão. Para as restantes ilhas estão previstos programas semelhantes, sendo o que mais expectativas está a criar, o do Fogo, com o seu barbecue de gnu e impala na cratera do bulcón.

    Para a próxima, o Ac'A que se informe melhor, pois as batucadas são uma ínfima parte do programa que vai deliciar os turistas de todo o mundo que irão chegar ao arquipélago, sequiosos pelo exótico "completamente" africano que lhes irá ser fornecido.

    E já agora (isto também o Ac'A não sabe), em São Vicente está a ser preparado o mês da "Mesa Africana" em que a culinária tradicional da ilha será substituída por pratos à base de carne de girafa, zebra e chita, animais muito frequentes nas ilhas e que por causa de terem proliferado tanto estão a ameaçar a sobrevivência da savana e da floresta das ilhas do Maio e Boavista.

    Bem, por agora acho que chega. O Ac'A que se informe melhor que nós temos mais que fazer.

    Braça com pragas de gafanhotos,
    Djack

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    1. Eu não investiguei coisa nenhuma: quem referiu as batucadas foi o redactor de A Semana que, pelos vistos, anda mal informado ou não referiu as actividades cinegéticas para não ofender a Sociedade Protectora dos Bichinhos...Ao fim e ao cabo, afinal, como não vai haver o tal Terminal antes do ano 5000 D.C., na altura até haverá outros divertimentos, como excursões à Lua de Agosto, por exemplo...
      Braça utópico
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  2. O Djack ironiza, e bem, a propósito daquele anunciado compósito de entretenimento para os turistas: ""batucadeiras, tabanca e batucada". Só falta ir buscar o Gungunhana para animar a tabanca com simulacros de guerras tribais. O problema é que o Mouzinho de Albuquerque não está para aí virado, depois de ter enterrado definitivamente a espada. Enquanto isso, o Manuel de Novas, o Bana e a Cesária assistem incrédulos ao bater do ruidoso camartelo sobre o seu legado deixado ao povo.
    Quanto ao dinheiro para a construção do Terminal de Cruzeiros, as notícias que chegam é que será de todo muito difícil, se não impossível, porque as prioridades estão viradas para o pequeno porto piscatório da aldeia da Calheta e outros projectos na ilha de Santiago.
    E o povo de S. Vicente, mudo e quieto, manso como um boi de aldeia, satisfeito por não lhe travarem os seus momentos de regabofe. E os intelectuais mindelenses, na sua pachorra contemplativa de sempre, com a consciência cívica manietada por grossas cordas de carrapato.

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  3. Bom para tirar proveito do Turismo na ilha de S. Vicente é preciso uma animação cultural global na cidade e em toda a ilha. Com bares de qualidade, animados com música caboverdiana regional, assim como internacional, lojas artesanato (com coisa nacionais e não produtos importados da costa de áfrica), souvenirs de qualidade. Imaginem a actividade económica que isto traz.
    Convenhamos que oferecer aos turistas nas diferentes ilhas - "batucadeiras, tabanca e batucada" aos turistas que se desembarcam no Mindelo é uma provocação. É estar a reduzir a cultura de CV a estas expressões africanistas que de resto nunca foram muito aceites no resto de CV. O que vão propor mais seminários de politização e consciencialização.

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  4. Mas, José, se eles optarem pela tabanca, têm em Cabo Verde uma já significativa comunidade de irmãos continentais emigrantes, como executantes, intérpretes e figurantes. Creio que eles não se importarão de fazer o frete a quem de direito, mas o problema é que assim irá ficando cada vez mais soterrada a nossa cultura. Sem desprimor pela cultura genuinamente africana, que até aprecio ver artisticamente representada, ou não tivesse eu andado pelas "Áfricas", onde não raras vezes me comovi. Mas cultura cada qual tem a sua, sendo que a nossa é aquela que construímos na solidão das ilhas tendo o mar como única testemunha.

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