quarta-feira, 5 de outubro de 2016

[9752] - GARANTIDO...




10 comentários:

  1. Graças! Confesso-vos, caros leitores, que fiquei emocionado, porque o António Guterres é dos melhores cidadãos, se não o melhor, deste país. Grande Homem!

    ResponderEliminar
  2. Sempre pensei que a vitória do Guterres era certa. Entre outras razões da minha satisfação, milita o ver derrotada essa oportunista da búlgara Kristalina Georgieva, que quis entrar na maratona a 100 metros do fim, usando as felizes palavras de Marcelo Rebelo de Sousa. Essa mulher não é conhecida na cena política internacional e nunca deu provas de valor e capacidade para um cargo desta responsabilidade. Ainda bem que se fez justiça.

    ResponderEliminar
  3. Não direi que é uma vitória de Portugal, mas seguramente é uma honra para Portugal e também para o mundo lusófono.
    O António Guterres reúne 4 atributos essenciais, além de outros, que o recomendam para este importantíssimo cargo: INTELIGÊNCIA, CULTURA, HUMANISMO E EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL.
    Os portugueses estão de parabéns e têm motivo para se regozijarem.

    ResponderEliminar
  4. É um facto que a Ângela Merkel e a Alemanha saem derrotadas e fragilizadas com esta eleição. Não rebuscaram à última hora a solução Georgieva pelos lindos olhos (que até não são) desta senhora. Fazia parte (e faz) de uma estratégia política da Alemanha para ganhar apoios nos países mais a leste e assim consolidar a sua hegemonia dentro da UE.

    ResponderEliminar
  5. É preciso ver também que é a primeira vez que um ibérico assume este cargo. Será possível que os nossos hermanos estejam com um sorrisinho amarelo?

    ResponderEliminar
  6. Uma faceta que o António Guterres tem é de negociador e diplomático, o que não é pouca coisa no cargo que vai assumir.

    ResponderEliminar

  7. Tenho para mim, e salvo o devido respeito por opinião contrária, que o António Guterres é um político com qualidades que "chez nous" temos dificuldade em reconhecer e apreciar. Volta e meia alguns desmiolados e pobres de espírito afirmam coisas do género: ele deixou o país num pântano; ou ele fugiu.
    Isto é uma infâmia e argumento de gente pacóvia e de políticos reles. E vou explicar.
    O António Guterres governou sempre em minoria parlamentar, o que em Portugal é praticamente um exercício do impossível. Na primeira legislatura, conseguiu chegar ao fim do mandato, o que é obra. Na segunda, o número de deputados socialistas era igual ao da oposição, e mesmo assim o governo não conseguia aprovar o orçamento. Daí ter havido negociação com um deputado do CDS desavindo para que o país pudesse ter um orçamento aprovado. Foi o “orçamento do queijo limiano” Passado tempo, o Guterres percebeu que com a oposição sistemática (da esquerda e da direita) não era possível uma governação normal do país. E foi assim que, com a pesada derrota do seu partido nas autárquicas de 1999, pediu a demissão do seu cargo, dizendo que saía para que o país não ficasse num “pântano”.
    A expressão “pântano” obnubilou o sentido geral daquilo que Guterres tencionava dizer aos portugueses. O pântano era a incapacidade de governar sem uma maioria parlamentar, dependendo de acordos pontuais, e não propriamente um país nas lonas, como alguns preferem, incorrendo em manifesta desonestidade intelectual e política.
    É claro que a governação do Guterres foi em algumas situações hesitante. Isto porque para aprovar diplomas do agrado da direita, desagradava a esquerda, e vice-versa, não conseguindo maioria para aprovar tudo que configurava uma linha de rumo para o país. Com efeito, a experiência demonstra que em Portugal não é possível governar sem maioria parlamentar. A excepção foi o primeiro governo de Cavaco Silva, que chegou ao fim porque foi no tempo em que a torneira da CEE jorrava dinheiro incessantemente em Portugal e não havia cintos a apertar. Para mal dos nossos pecados, porque foi a altura mais adequada para se fazerem as importantes reformas estruturais no país, que não foram feitas e ainda estão por fazer.
    Assim, quem arrisca a governar sem maioria parlamentar, cria um “pântano” político, ou seja uma situação de ingovernação. E isto seja o Guterres ou outro qualquer.

    ResponderEliminar
  8. E não aparece mais ninguém a regozijar-se com esta vitória do Guterres? Pooossa!

    ResponderEliminar
  9. Como parece que eram "favas contadas" todo o mundo assistiu com a certeza antecipada da vitoria final... Não houve surpresa...Aliás, houve uma surpresa negativa e as duas madames que engendraram a infeliz geringonça deviam pedir escusa dos seus cargos e esconder-se nos confins dos respectivos paises...Aliás, a Kristalina, a falar inglês, parecia o Mário Soares...a falar francês...Enfim, uma pobreza de espirito que nem revolta: faz pena!
    Braça impante,
    Zito

    ResponderEliminar
  10. Tem razão, Zito, raras vezes vi alguém a falar o inglês daquela maneira. Simplesmente confrangedor. Nem os rapazes da ponta de praia do Mindelo antigo falavam assim. Para alguém com tão elevada ambição é simplesmente surpreendente. Agora a sua patroa Merkel tem de meter a viola no saco, enquanto a senhora Kristalina, que de transparência de cristal nada tem, devia, como bem diz o amigo, pedir escusa do seu cargo na UE. É que o desplante e o golpe baixo ultrapassaram os limites.

    ResponderEliminar