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quarta-feira, 21 de março de 2018

[10049] - MUNDO ANIMAL

SUDAN - O ÚLTIMO MACHO DE UMA ESPÉCIE
A forma como tratamos o nosso planeta e as espécies que connosco coabitam, dizem muito sobre nós, e não é nada de bom!
Por crendices e ganância, esta espécie, foi perseguida até à exaustão. Só restavam Sudan e duas fêmeas descendentes. 
Sudan encontrava-se bastante doente e debilitado, tendo o seu estado piorado nas ultimas semanas, já em grande sofrimento, a equipa de tratadores decidiu-se pela solução da eutanásia.
E assim desapareceu o último rinoceronte-branco-do-norte macho, tinha 45 anos e desde 2009, vivia na reserva Ol Pejeta Conservancy, no Quénia.
Restam agora as duas fêmeas, Najin, de 27 anos e Fatu, de 17, mas sem machos disponíveis, é fácil ver o destino próximo desta espécie.



sábado, 26 de novembro de 2016

[9950] - PORTUGUÊS LEGENDADO...


(Para os efeitos mais do que evidentes, passo a transcrever e-mail recebido do amigo Artur Mendes)

Amigos

Será devido ao  desacordo ortográfico?!

Eu vi na Globo TV...

O programa :” MAIS VOCÊ”, apresentado por Ana Maria Braga,  mais o seu  célebre papagaio loiro...

Titulo: Chef José Avillez ( Português) Desvenda Segredos Gastronómicos.... ( ao vivo)

A surpresa:  A “conversa” * do mestre Avillez ... ERA LEGENDADA !!!!

Mantenha e boa gastromonia
Am

N.E. - Ocorre-me que a realização não queria que os surdos brasileiros perdessem a receita do Chef Avillez...

[9946] - A MORTE DE UM ÍCONE...


A História encarregar-se-á de esclarecer o velho axioma de que um 
bravo guerrilheiro nem sempre é um bom governante!
Fidel foi um lutador com convicções cuja amplitude terá extravasado os
limites da legitimidade mas a quem se concederá o benefício da
dúvida sobre a nobreza de tais principios!


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

[9811] - DE VENTO EM POPA...


ONTEM, "ARROZCATUM" REGISTOU O NÚMERO RECORDE DE 951 VISITAS...
Entretanto, o Post  Nº 9794 continua a caminhada triunfante, registando, neste momento, 716
visualizações...

terça-feira, 18 de outubro de 2016

[9807] - CHAMA-SE "ONGENTYS"...

Alberto Frias
O grupo farmacêutico Bial desenvolveu ao longo de 11 anos um novo medicamento para doentes com Parkinson, que permite reduzir o tempo de rigidez incapacitante nas pessoas portadoras desta patologia.- (in Expresso)

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

[9788] - OS SEGREDOS DO SEGREDO...

Henrique Pereira, de origem madeirense, filho e sobrinho de industriais do calçado com fábrica no Mindelo foi, também ele, artesão da especialidade, por conta própria, cineasta nas horas vagas...Cineasta tipo 4 em 1: argumentista, produtor, engenheiro de som, operador de câmara...Fez dois filmes, resolveu ir ao Brasil para alargar horizontes e esfumou-se no tempo para todo o sempre...
Henrique, foi o fundador do Studio Mindelo, um  barracão localizado nas traseiras do pátio interior do Clube de Ténis, onde, com o realizador, o Dante Mariano, e outros membros do elenco, passámos horas e mais horas na preparação do filme e do documentário, depois das cinco da tarde até de madrugada... A película não tinha banda sonora e, por isso, foi necessário inventar um sistema de utilizar um gravador de fita para os diálogos, ruídos ambientais e música de fundo em que o "capstan" de arrastamento da fita estivesse sincronizado com o veio de circulação do filme...Para evitar "soluços" na gravação foi, até, necessário substituir algumas rodas dentadas das máquinas por círculos de borracha dura...Depois de feitas as filmagens, lá ia o filme para Lisboa para ser feita a revelação e era sempre uma festa ver, semanas depois, os resultados, até porque, sendo o filme virgem e as revelações, coisas que custavam muito dinheiro, não  havia lugar a enganos nem repetição de filmagens... Quando se viu, numa ocasião, que o Dante, fazendo o papel de padre, se tinha benzido com a mão esquerda, todo o mundo ficou gelado, menos o Henrique que opinou: "Ó gente, então não pode haver padres canhotos?"... Tanto bastou para se recuperar a confiança e não consta que alguma vez, algum dos muitos espectadores que viram o filme, tenha estranhado a "dantesca" benzedura...
Também requereu muitas horas de labor a elaboração das legendas de apresentação e encerramento do filme bem como do documentário que o antecedia na projecção... Para isso havia um quadro forrado a feltro negro onde as letras, recortadas, uma a uma, de folhas de cartolina branca, utilizando as afiadíssimas facas de sapateiro do Henrique, aderiam por acção da estática e eram filmadas de diversas formas e em diversas sequências e ângulos para emprestar à projecção uma nota de movimento diversificado...
A gravação dos fundos musicais também me deu água pela barba e foram criteriosa e demoradamente escolhidos de partes de partituras de músicas clássicas de discos emprestados pelo Rádio Clube Mindelo... Foi um trabalho que me proporcionou um orgulho especial pois, a julgar pelos elogios, o resultado parece ter excedido as expectativas...
Outro pormenor que também acho dever citar é que, antes de se iniciar a história propriamente dita, as primeiras imagens que apareciam eram as deste vosso amigo sentado ao lado de uma mesa segurando um livro que parecia ter acabado de ler. Então, virando o olhar para a câmara eu dizia, mais ou menos, o seguinte, chamando a atenção para o volume,na mão direita: "Esta é, sem dúvida, uma história surpreendente...Tão profunda que não consigo resistir a conta-la..." Então, começava a desvendar-se aos olhos dos espectadores o "Segredo Dum Coração Culpado"...
Claro que, como era óbvio acontecer, também colaborei com o texto e a locução dos comentários ao
complemento sobre a Viagem Presidencial que o General Craveiro Lopes, nesse mesmo ano realizou a Cabo Verde e Guiné.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

[9781] - CONSAGRAÇÃO...



ESTA MANHÃ, EM  NOVA IORQUE 
- 15,00 HORAS EM LISBOA -
A ASSEMBLEIA-GERAL DAS
NAÇÕES UNIDAS CONFIRMOU,
POR UNANIMIDADE E ACLAMAÇÃO,
ANTÓNIO GUTERRES
COMO O PRÓXIMO SECRETÁRIO-
-GERAL DA ONU,
2017-2021.


[9780] - MORREU DARIO FO, O SATÍRICO...

Prémio Nobel da Literatura, em 1997, actor, dramaturgo, encenador, activista, pintor, compositor, comediante...
DARIO FO foi tudo quanto quis ser!
Morreu, hoje, em Milão, aos 90 anos!
No dia em que o rockeiro Bob Dylan ganha o mesmo Prémio mas, certamente, por motivos diversos!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

[9769] - AUTO-FLAGELAÇÃO?!

Hugo Amaral - O Observadsor

Os taxistas protestam em nome de uma reivindicação impossível: a proibição da Uber. Isto é, travar a inovação e exigir ao Estado a perpetuação artificial de um monopólio. É uma posição indefensável.

O braço-de-ferro que opõe taxistas ao governo tem hoje o seu momento mais tenso, com o protesto dos táxis a atravessar Lisboa e concentrar-se junto à Assembleia da República. O objectivo? Pressionar o governo a desistir do decreto-lei que regula a actividade da Uber e do Cabify. Acrescentando ao que escrevi anteriormente, deixo cinco notas sobre o conflito e as suas repercussões políticas.

1. A actividade da Uber deve ser regulamentada – o nascimento de novos serviços tecnológicos não pode permanecer num vazio legal. Ora, podemos discutir se nesse enquadramento, como pretende o governo, faz ou não sentido introduzir limites de idade para os veículos, dísticos identificadores ou um mínimo de horas de formação para os motoristas. O que já não faz qualquer sentido é pretender que Uber e táxis estejam sob as mesmas regras quando são objectivamente serviços distintos: a Uber é um serviço privado, nascido de uma necessidade no mercado; os táxis são transporte público e estão regulados pelo Estado, nomeadamente pelas autarquias que determinam a quantidade de veículos a funcionar nas suas localidades. Daí que os táxis circulem nas faixas BUS e tenham benefícios fiscais, e os Uber estejam excluídos desses privilégios. Se as diferenças existem e são significativas, a sujeição a regras idênticas é um absurdo teórico.

2. O surgimento das plataformas da Uber e do Cabify no mercado acabou com o monopólio dos táxis. E, nesse novo contexto, a regulação dos táxis deve também ser ajustada à nova realidade económica em que se insere. Ou seja, para que haja justiça, não basta regular a Uber, há que entender que as alterações legislativas se exigem de ambos os lados da barricada. Um exemplo: a fixação do preço do serviço nos táxis. Tratando-se de um serviço público, enquanto foi monopólio, foi necessário que o Estado estabelecesse os preços dos vários serviços, de modo a prevenir abusos da posição monopolista. Hoje, com concorrência no mercado, essa fixação de preços limita a competitividade dos táxis e é, por isso, uma interferência prejudicial ao funcionamento do mercado. Como tal, se os taxistas quiserem aumentar a bandeirada nos períodos de maior procura, devem contar com flexibilidade para o fazer. Era a este género de flexibilização que a indústria do táxi deveria limitar a sua luta.

3. O protesto de hoje é injusto e expõe como os taxistas são os seus próprios inimigos – e, pela mesma lógica, como são os melhores amigos da Uber. Por três razões. Primeiro, porque usaram a sua situação de monopólio para, durante muitos anos, negligenciar as ineficiências do seu serviço: veículos degradados, agressividade ou má-criação, imprevisibilidade de tempos de espera, esquemas para enganar clientes com percursos propositadamente mais longos ou manipulação dos taxímetros, impunidade total. Não é a regra, mas tudo isto aconteceu vezes demais e existem dezenas de reportagens e relatórios que descrevem esta realidade. Ora, as empresas e associações sindicais do sector tiveram tempo de sobra para agir em conformidade, promover a modernização do serviço e penalizar a má conduta dos motoristas. Não o fizeram. Deixaram andar. E esse vazio foi preenchido pela Uber, que fez dele a chave do seu sucesso.

Segundo, os taxistas vão inviabilizar a circulação dos lisboetas para protestar em nome de uma reivindicação impossível: a proibição da Uber e do Cabify – porque, efectivamente, é essa a consequência da implementação das suas reclamações. Isto é, travar a inovação, o progresso e o funcionamento do mercado, exigindo ao Estado a perpetuação artificial de um monopólio. É uma posição, a todos os níveis, indefensável – alguns taxistas já o entenderam e, em conformidade, passaram a trabalhar com a Uber. E, terceiro, por ser indefensável, a ausência de argumentos que legitimem a sua posição negocial encaminhou o debate para ameaças de violência. Os episódios de agressões a motoristas da Uber repetem-se, há membros do governo com segurança reforçada, a manifestação de hoje arranca acompanhada de risco de distúrbios. Este comportamento, para além de ser socialmente inaceitável, deteriora a imagem dos taxistas perante todas as partes envolvidas no processo – desde o governo até à opinião pública. E, forçosamente, prejudica-os.

4. Tem sido relativamente fácil para o PS acordar com PCP e BE os apoios políticos para reversões de medidas e reformas do governo PSD/CDS. Durante quase um ano, foi isso a que o país assistiu na educação, nos transportes, na legislação laboral, nas opções económicas e fiscais. Agora, quando está na mesa uma reforma no sector dos transportes, esse acordo quebra-se, com o assumir de posições inconciliáveis entre os socialistas e os comunistas. Ora, caso o PCP force a apreciação parlamentar do decreto-lei, a regulação da Uber só será realidade se existir apoio parlamentar à direita. Eis o retrato do que a geringonça tem de pior: a incapacidade de modernizar e reformar o país, governando apenas para a preservação dos vários status quo. Serve para andar para trás, e não para a frente.

5. Adivinha-se para hoje o caos no trânsito lisboeta. Artérias entupidas, acessos cortados, buzinadelas, ruído, tensão. Numa cidade transformada em estaleiro, com obras em toda a parte e a toda a hora. Numa capital europeia cujo metropolitano circula com intervalos até 15 minutos e para o qual comprar um cartão válido para uma viagem pode demorar mais de uma hora. É admirável que Fernando Medina surja como favorito incontestado para ganhar a Câmara Municipal de Lisboa, nas autárquicas do próximo ano, depois de ter conseguido infernizar a vida dos lisboetas. É, claramente, por demérito dos adversários – os partidos da direita, em Lisboa, mal existem na oposição camarária e não são capazes de se entender para apresentar uma candidatura vencedora. Quando perderem, só se poderão queixar de si próprios. (Alexandre Homem Cristo - O Observador)