quarta-feira, 16 de novembro de 2016

[9913] - EM BUSCA DA NAÇÃO...

A QUESTÃO FILOSÓFICA
 E A QUESTÃO A HISTÓRICA DO CRIOULO

A questão filosófica, a histórica, a linguística e a religiosa que o crioulo carrega e guarda em si, não devem ser menosprezadas. Muito menos fazer de conta que não existem. Não podemos esquecer que o crioulo é duplamente uma língua indo-europeia e que estará mais perto do sânscrito que qualquer outra língua não indiana. Somos uns privilegiados e não sabíamos. Somos uns afortunados do destino sem saber a razão... . Temos o ego sobreaquecido, inchód, sem saber a razão pela qual do nosso temperamento. Kauberdión ê convencid, mania k ê bom, trivid, sem saber e perceber os motivos em que pode sentar-se e assentar-se para o ser em consciência. Aí, com certeza, passará a ser mais humilde. Com tanta responsabilidade filosófica, histórica, linguística sobre os ombros, pois é melhor baixar as manias. O tesouro de Nhô Balta começa a ser desenterrado, finalmente. Tudo é tão fácil e mais simples de perceber, olhando Kauberde da perspetiva asiática. Tudo começa a fazer sentido. Inclusivamente, a revolta dos Pintos em Goa e o Abade Faria estão, é minha convicção, ligados à criação do seminário de S. Nicolau. É uma consequência direta e quase imediata: 1787-1850.
Julgo que seria positivo que se criasse um ambiente de forte pressão em torno do governo, do presidente da república e da assembleia representativa do povo kauberdiano. Ambiente saudável e positivo, mas intenso e permanente. Indo mostrando, demonstrando, provando que o país está completamente “à nora” sobre as suas origens e o que hoje existe apenas e simplesmente promove a confusão, a desinformação; enfim, impede a aprendizagem e o conhecimento sério, honesto e científico de nós próprios. Intoxica o país. Essa é a verdade dos factos.
É isso. Então sobre nós impende o grande e grandioso Dever de informar, esclarecer e alterar radicalmente as mentalidades em Kauberde, meus caros amigos, criando a curiosidade, a interrogação, a Crítica e o interesse pela investigação histórico-científica. Claro que não é do dia para a noite; o que fizeram foi muito mau, péssimo. Pode ter arrasado uma geração na sua formação e formulação de si própria.
A questão não é partidária. É nacional. É histórica e filosófica, fundamentalmente.
Enquanto não se levar a sério e olhar com profundidade, crítica e interrogação filosófica e científica para a História e Língua kauberdianas, as pessoas de Kauberde e aquelas que lá vivem dificilmente crescerão espiritualmente. Querem uma nação que ainda não existe? A nação não é apenas encontros com musca, bibida e cmida e contar estórias. Uma nação existe pela História que carrega em si, que todos conhecem e que mais vão mais conhecendo, sempre identificando-se mais e cada vez mais consigo próprios. Uma nação constrói-se. Vai-se construindo com Verdade Histórica e interrogação Filosófica. E contra isso ninguém pode ser ou pode? Ou será que em Kauberde somente se pode fazer vida na base de estórias e não na base da História Científica e Filosófica? Se assim for, Kauberde não terá futuro como Nação...
História de que todos se orgulham e têm honra de serem seus descendentes e continuadores.
Seja castanho, preto ou branco...até amarelo ou brumedj!
Talvez, para os irrealistas e inventores de estórias, seja melhor limpar toda a Historia passada e começar no séc. XX. Assim as coisas são limpas e claras. Fica tudo como Salazar contou...
Não existirá nunca “democracia cultural e linguística”.

14/11/016; 17:24; Lisboa
José Gabriel Mariano

2 comentários:

  1. Andaram com a panelinha em água morna de forma a que ninguém reagisse para depois gritarem "contra factos não há argumentos".
    Mas que descaramento !!!

    "As criaturas insidiosas devem ser desmanteladas sistematicamente".

    Força enquanto é tempo !!!

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  2. Ainda não perdi a esperança de ver uma onda de fundo na nação cabo-verdiana a verberar e a condenar os alupequistas, mandando-os definitivamente para um qualquer caixote de lixo.

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