terça-feira, 12 de agosto de 2014

[7271] - DISCRIMINAÇÃO...


Secundado pela generalidade dos componentes da Selecção Nacional de Atletismo presente aos Campeonatos Europeus da modalidade, em Zurique, Nelson Évora chamou a atenção do País para o silêncio sepulcral com que os responsáveis políticos, governantes ou não e os portugueses em geral, assistiram à partida dos atletas para a Suiça...Assinalou o contraste vergonhoso com a pompa e circunstância que rodeou a partida da Selecção Nacional de Futebol para o Brasil, recebida, inclusive, pelo Presidente da República...
Fazemos nossas as queixas de Nelson Évora e recordamos que o atletismo português já conquistou êxitos, medalhas e títulos que o futebol de selecção jamais alcançou e duvidamos que alguma vez venha a igualar...
Estamos perante uma situação de gravíssima discriminação institucional e nacional para com esforçados e categorizados representantes do País, alguns deles campeões mundiais! Não vai ser fácil emendar a mão!

6 comentários:

  1. Não, as coisas não podem ser vistas assim. Não se tratou de discriminação nenhuma, pois isso seria atitude deliberada. E creio que não se tratou disso. Nenhum político deixou de lá ir (Presidentes da República e do Governo à frente) por discriminação desportiva, por preferirem o futebol ao atletismo (aliás, como sabemos, o rapazote à frente do Governo nem ao Brasil foi...).

    Trata-se apenas e muito linearmente de estupidez, desleixo, coisa à portuguesa. Em suma, burrice. Ninguém deve ter dito aos dois sujeitos e à troupe que os rodeia "Olhe, senhor fulano, os atletas vão para o campeonato, o senhor deveria estar lá no aeroporto ou convidá-los para aparecerem no seu escritório, para lhes dar o abraço da ordem". Não, não houve nenhum idiota de assessor que lhes dissesse isso, que os lembrasse, pois é o que se espera de assessores. Nada! O costume.

    E, sejamos honestos, muitos de nós nem sabíamos de tal campeonato...

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  2. Esqueci-me de rematar que o desgosto dos atletas é mais que legítimo, honra lhes seja feita, e esperemos que agora, como disse o Évora, nenhum politico tenha a supina lata de aparecer no aeroporto aquando no regresso, pois AGORA não fará lá nenhuma falta e se aparecer, esperemos que receba os assobios e vaias merecidas.

    Esqueci-me também de assinar o post anterior.
    Braça amnésica,
    Djack

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    1. POST ANTERIOR - Ainda está a tempo: ele não foge!

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  3. Resumindo, há sempre tendência nestes casos para dizer que houve discriminação. As pessoas atingidas ficam sentidas, ficam tristes, como o Évora e companheiros e dão a coisa como discriminação. Mas não. Na maior parte dos casos, o que há é uma grande estupidez por parte dos que falham.

    Braça com clareza,
    Djack

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  4. Olhem, estive a ler esta manhã palavras evocativas do Carlos Lopes sobre a maneira como ganhou a maratona em LA. Depois do que li, que já conhecia mas que revisitei, concluo que os muito badalados craques da bola são uns anõezinhos ao pé do Carlos Lopes.
    Há, sim, discriminação. Mas ela é imposta pela dinâmica do negócio escandaloso em que o futebol se tornou, consagrando-se como a rainha do desporto mais por causa da projecção mediática (também negócio) do que pelo seu valor em si.

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