quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

[7586] - A SEMHORA "PRESIDENTA"...

Pilar-del-Rio
A jornalista Pilar del Rio costuma explicar, com um ar de catedrática no assunto, que dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra presidenta... Daí que ela diga insistentemente que é Presidenta da Fundação José Saramago e se refira a Assunção Esteves como Presidenta da Assembleia da República.
 Ainda nesta semana, escutei Helena Roseta dizer: «Presidenta!», retorquindo ao comentário de um jornalista da SIC Notícias, muito segura da sua afirmação... 
 A propósito desta questão recebi o texto que se segue e que transcrevo:

Uma belíssima aula de português.
 Foi elaborada para acabar de uma vez por todas com toda e qualquer dúvida se temos presidente ou presidenta.  
A presidenta foi estudanta?  
Existe a palavra: PRESIDENTA?
 Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?!
No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade... 
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. 
Portanto, em Português correcto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se capela ardente, e não capela "ardenta"; diz-se estudante, e não estudanta"; diz-se adolescente, e não "adolescenta"; diz-se paciente, e não "pacienta". 
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:

"A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Colab. Tuta Azevedo


7 comentários:

  1. O mesmo acontece com a Presidente do Brasil que teima em auto-intitular-se: "Presidenta". Embora eu seja capaz de justificar o erro de Pilar Del Rio, (lembremo-nos de que é espanhola, possui outra língua materna e não conhece (é normal) as particularidades da gramática da Língua portuguesa) a mesma compreensão já a não poderei ter em relação à Dilma Rousseff, brasileira, cuja língua comum, partilhamos.
    O que estará a suceder a estas duas ilustres damas, é a falta de uma leitura muito simples da nossa bela gramática, uma pequena revisitação gramatical que lhes explicará porque se consagra na Língua portuguesa que os nomes (substantivos e adjectivos) terminados em "e" pertencem à categoria de comum dos dois géneros (o chamado comum de dois, que é um sub-género gramatical). Isto é, a maior parte deles (dos nomes terminados em "e") sequer é do género masculino. Ou pertence ao género feminino,ou é comum dos dois géneros, como é o caso da palavra Presidente. Tão simples como isso! Fica a sugestão às duas notáveis cidadãs, que passarão à História como Presidente, uma da Fundação José Saramago, e a outra da República do Brasil.

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  2. Em verdade não partiu de Dilma a pedrada e sim do meu próprio partido. A presidente que foi boa estudante sabe disto!

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  3. Aproveito para dizer que aqui "M" só vem antes de P e B, ou seja, ensinamos as crianças que antes do papai e do bebê sempre vem a mamãe!
    "Senhora" na nossa língua comum!

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  4. Beijos para d. Maúca, com votos de saúde e paz neste seu aniversário cheio de conturbações, mas não sem amor dos seus!

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  5. Fiquei satisfeito e grato com as explicações da Ondina Ferreira e da Nouredini. É bom saber que este blogue é frequentado por gente de categoria.

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  6. E, aqui o "paizinho" fica todo contente e orgulhoso por poder partilhar este espaço com gente de tal gabarito, Adriano incluído, claro está! Bem hajam!
    Braça,
    Zito

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  7. Para além dos mais, as duas "presidentas" são-no por motivos não exclusivamente seus. A primeira, é "presidente consorte" e a segunda "presidente filial". Deviam deixar-se desses desaforos ridículos de "presidentas" que não têm nada a ver com afirmação feminina mas sim com "mania feminina SUA" (de ambas as duas, ela e ela, Pilarinho e Dilminha). Enfim, tonterias parvas de duas miúdas mimadas.

    Braça à presidente,
    Djack

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