terça-feira, 10 de março de 2015

[7883] - PRESERVAR AS BOAS MEMÓRIAS...



Comentando o feito de Nélson Évora, veio a lume o facto de a mãe do atleta ser (ou ter sido) residente na Rua da Moeda, do Mindelo, onde também residiu o amigo José Fortes Lopes e nós próprios...Em geito de brincadeira, comentava eu que, com tanta "gente importante" a morar na mesma rua, não seria descabida uma placa alusiva ao facto e referencia nos roteiros turisticos da cidade...O amigo Valdemar reagiu:


"Pois é, Zito, em matéria de placas alusivas estamos ao nivel zero. Hà tempos estive tratando de arranjar amigos para pormos uma placa na casa onde viveu Nhô César Marques, como um desafio ao destruidores do Eden Park. Parei por falta de uma informação que nunca veio. Sucede que me enganei na escolha da pessoa que nem sequer se justificou...
Temos muita gente que nunca serà lembrada na toponimia sanvicentina mas que podia ser recordada com uma simples mas merecida placa. E isso nem precisa de autorização da Câmara (parece-me). 
Os blogues (AcA, PdB e, talvez a Esquina) e seus assiduos podiam pensar seriamente nisto. Pelo menos deixo aqui a ideia porque me parece importante sugerir e/ou zelar, ajudando o Municipio a decidir... Afinal, mesmo fora, continuamos ligados umbilicalmente a essa Ilha santa.
Que dizemPois é, Zito, em matéria de placas alusivas estamos ao nivel zero. Hà tempos estive tratando de arranjar amigos para pormos uma placa na casa onde viveu Nhô César Marques, como um desafio ao destruidores do Eden Park. Parei por falta de uma informação que nunca veio. Sucede que me enganei na escolha da pessoa que nem sequer se justificou...
Temos muita gente que nunca serà lembrada na toponimia sanvicentina mas que podia ser recordada com uma simples mas merecida placa. E isso nem precisa de autorização da Câmara (parece-me). 
Os blogues (AcA, PdB e, talvez a Esquina) e seus assiduos podiam pensar seriamente nisto. Pelo menos deixo aqui a ideia porque me parece importante sugerir e/ou zelar, ajudando o Municipio a decidir... Afinal, mesmo fora, continuamos ligados umbilicalmente a essa Ilha santa.


Que dizem?"

Claro que o Valdemar tem toda a razão e, convidado a amplificar as suas ideias, não se fez de rogado:

"Tratamento mais desenvolvido, dizes, Zito. E de que maneira ! Sou avesso ao esquecimento ou a homenagens póstumas. Por isso falo sempre que posso desta simples forma que convida  qualquer cidadão a perguntar "Quem foi a pessoa aqui citada?!"
Se a juventude da nossa terra não tem ideia de nada é porque ninguém se preocupa em lhes ensinar factos de diazà, que enriquecem a nossa Historia, que não é feita apenas de grandes feitos...
Há bem pouco tempo fiquei admirado por um amigo meu (que deixou cedo a terra) desconhecer quem foi o grandíssimo Dr. Baptista de Sousa. Pouco tempo depois, passou a ser um biôgrafo do engenheiro humano. 
E se houvesse placas elucidativas isso não sucederia. Basta dizer, por exemplo: "Neste edifício viveu César Marques Silva - S.Nicolau 19.../Lisboa 19...) Fundador do Cine - Teatro Eden Park". Outra pessoa, que eu saiba, ainda não foi homenageada:  "Nesta casa viveu o cirurgião Dr.  José Duarte Fonseca - etc., etc. Isso obrigaria os guias turísticos a saberem informar sobre factos e personalidades da terra... Imagina tudo isso!
E não inventei nada. A uns 900 metros de onde moro, aqui em Tours, vejo uma dístico que diz "Nesta casa nasceu Honoré de Balzac". 
Um Comité, activo, podia contribuir para estudar e executar esta tarefa."

Para inicio de conversa creio que pouco mais haverá a dizer pois, o que é preciso é que se faça alguma coisa...Acontecimentos e individualidades não faltam, acontecimentos e individualidades que, estamos certos, uma parte importante da população desconhece...É preciso devolver a Memória ao Povo!

4 comentários:

  1. É verdade, Val, ouvia falar vagamente no nome do Dr. Baptista de Sousa, mas nunca me explicaram devidamente quem era a pessoa. Fiquei admirado quando, há uns 12 anos, fiquei a saber que ele era militar, oficial médico. Na nossa terra, ontem como hoje, não existe o culto da memória nem se preservam os valores colectivos. Tristes exemplos de abandono e destruição de património não faltam. Mas o ciberespaço tem dado uma ajuda para colmatar algumas falhas. No entanto, nem assim se consegue levar até ao fim as justas acções que se impõem.

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  2. Em termos de toponímia há muito trabalho para ser feito em CV. Muita coisa melhorou desde a abertura de Onésimo mas enquanto a incultura que voltou em força em CV reinar é tudo mais difícil.

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  3. Brincadeira à parte. O "gozo" bem mindelense surge sempre nessas, e outras coisas. E ainda bem que assim é. Mas de facto, da minha memória turística, tenho bem presente que uma das atrações que acho mais interessante e que paro sempre para ler, são as pequenas tabuletas que encimam as portas, ou fixadas ao lado das entradas das casas, lembrando e evocando um vulto ilustre da terra que aí viveu. Acho que é uma ideia boa, essa sugerida no texto. Não custa muito dinheiro e a Câmara Municipal da cidade do Mindelo (de tão interessantes memórias) devia tirar maior proveito dessa forma de perpetuar a rica história da linda cidade portuária.

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  4. Voltei para ver o impacto que teve a brincadeira das placas toponimicas, pelo menos em S.Vicente de onde me sinto municipe. Queria saber quem teve a coragem (além dos assíduos) de dar a cara já que muitos passam sem deixar a mais banal "mantenha" como sinal de boa educação. Por isso, obrigado à Ondina e ao Adriano, sem citar o administrador comedor de arroz, como eu um teimoso na Diáspora mas mais da terra do que os comodistas..
    De há muito me convenci que não lembrar os antepassados é uma táctica utilizada pelos megalómanos para serem eles os INDIGETES da nova República.

    Quem podê ?.

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