quinta-feira, 19 de março de 2015

[7916] - ECLIPSE DO SOL....

Foto Getty

Amanhã de manhã, se as condições atmosféricas o permitirem, haverá muitos curiosos de olhos postos no céu para ver o eclipse do Sol. Mas oftalmologistas e astrónomos recomendam prudência porque a observação directa do Sol pode provocar lesões graves na retina – membrana interna do olho. O Observador reuniu algumas recomendações e locais para observação acompanhada.

“Este tipo de lesão é indolor e pode levar horas ou dias a manifestar-se”, diz ao Observador Maria João Quadrado, presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia. “Mas bastam alguns segundos para surgirem danos permanentes.” Não que o Sol em dia de eclipse faça pior do que nos outros dias, as pessoas é que passam mais tempo a olhar para ele.

Se já se preparou com óculos ou vidros escuros, radiografias ou negativos de fotografias, CêDês ou disquetes, o melhor é deixar essas ideias de lado. Embora possam eliminar parte da luminosidade ambiente não impedem as radiações solares de atingirem os olhos, mais especificamente a retina, explica ao Observador Nuno Santos, responsável pelas actividades de astronomia no Centro Ciência Viva de Estremoz.

Devem ser usados, apenas, óculos com lentes especiais, telescópios com filtros adequados ou máscaras de soldador Nº 12 ou 14. Nunca fixar a vista no Sol por mais de 20 segundos e observar intervalos de 3 minutos entre cada visionamento.


1 comentário:

  1. Para evitar imprudências, muitas escolas francesas anularam os recreios à hora do eclipse.
    Como não tenho ôculos especiais, vou viver o momento como todos os dias à mesma hora.

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