sexta-feira, 29 de maio de 2015

[8199] - POEIRA DO TEMPO...


Tenistas mindelenses nos finais dos anos 50.....
De pé (da esq. para a dir.): Anacleto, Blá, Armando Silva (de Nha Mari'Penha), Jorge Sinais, ??, Armando de Laura, ?? e Nuna Oliveira. Agachados (da esq. para a dir.): Didi de Farmácia, Marcolino "Naraus", Ernesto Medina e Waldemar Oliveira.
(Clube Matiota)

N.R. - Conheci-os a todos...O Ernesto - falecido prematuramente - foi meu colega na Drogaria do Leão e fazia parte da equipa de arbitragem de futebol, comigo e outro colega, o Muna...Foi um dos melhores - se não o melhor - executantes de ténis da sua época, qualidade partilhada com o Didi...Esta foto foi feita num dos "courts" do Clube de Ténis Mindelo, que também frequentei, sem qualquer êxito, refira-se...
Uma palavra para o "grande" Anacleto, industrial dos melhores pães do mercado de então...Á meia-noite, depois do cinema, um pão de dez tostões com manteiga inglesa, estalava nos dentes como um manjar dos deuses...Há coisas que jámais esquecem!

11 comentários:

  1. Foto de uma partida de ténis entre S.Vicente e Guiné de cujo resultado não me lembro. Estava no Senegal.
    A equipa de Bissau era consituida por Nuna (capitão), Armando Penha, Jorge Sinais, ?? e ?? e o Waldmar,
    estes três filhos do Nuna. Excepto o Sinais, todos os jogadores iniciaram no Castilho onde Nuna e o irmão
    Tchitcha brilhavam. Se Nuna levou o ténis para Bissau, Tchitcha foi seu impulsionador na Cidade da Praia.

    Uma curiosidade que assinalo porque o Nuna fazia questão, barafustava mesmo: que o nome do filho era
    Waldmar (sem "e") e não Waldemar (com "e").

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  2. Uma foto de valor precioso e explicações dadas pelo Zito e o Valdemar que são de registar porque nós não duramos sempre.
    S. Vicente era um autêntico alforge do desporto e centro irradiador das várias modalidades quer para dentro do arquipélago quer para fora, como demonstra o testemunho do Valdemar (este com "e"). E pensar que não reconhecem esse valor histórico à nossa ilha, quando não fazem questão de o ignorar para o tempo o delir definitivamente. Mas não, a memória não se apaga facilmente.

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  3. Amigos isto é que era Soncent, que estragaram. Desporto, parodiinha honradamente (um pontchim um groguinha ou um whiky tomados no respeito) e um bocadinho de humor faziam bem ás pessoas.
    Agora é só política barata que não leva a parte nenhuma.
    Oh tempo volta para traz !! God damn it

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  4. Caro Zito...

    Obrigado pela lembrança destas "carinhas" de boa gente.

    Só uma provocaçãozinha: - "manteiga inglesa", Era de facto como era "conchide" ,mas a que era barrada no pão quente vinha da Madeira em latas de 5Kgs... Na Adega do Leão, vendi "toneladas"... tudo é "estória"!

    Braça que pão quente.

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    1. Não só, mas também...A da madeira, era a célebre Zarco e a inglesa era a Blue Ribbon...Como esta não tinha quase nenhum sal, a minha mãe colocava-a numa tigela de louça e cobri-a com água onde previamente havia diluido uma colher de sobremesa de sal, guardando tudo no frigorifico...a petróleo......Ficava com o mesmo gostinho da madeirense...E o pão do Anacleto ficava óptimo com qualquer delas...
      Braça a lamber os beiços,
      Zito

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  5. Amigo Zito Azevedo.!!
    Estou passando para deixar um forte abraço também desejar uma abençoado
    final de semana .
    Logo estarei de volta meu momento é de reflexão até fazer uma cirurgia
    por isso tenho andado um pouco sumida.
    Desejo um excelente Domingo junto dos seus familiares .
    Evanir.

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    1. Boa amiga...Só posso desejar que tudo lhe corra de feição e que, em breve, possamos contar com a sua companhia...Deus é grande e protege os seus filhos!
      Um abraço de muito afecto,
      Zito

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  6. Junto a minha palavra à do Zito, nos votos de que a amiga realize a sua cirurgia com sucesso e volte depressa a fazer-nos companhia.

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  7. Zitão: - A manteiga, conhecida por "manteiga inglesa" era mesmo da ilha da Madeira. Até os ingleses passaram a comprà-la quando as importações directas diminuiram. (Não se esqueçam que também tinham uma Mess com o célébre escocês de 20).
    A propôsito, a Western sempre importou da Argentina a sua carne (vaca e carneiro) . Jà os enchidos e o queijo, nomeadamente o Rockfort, chegavam da Europa e da Holanda. Disso tudo eu sabia pois era o meu pai quem os ia buscar nos barcos mas, em determinada altura quando jà estava no Telegraph, o british encarregado do sector sofria dos pés (calos e não sei que mais...) e era eu a entrar na câmara frigorifica para recolher as encomendas. Isso permitia a que pai beneficasse destes géneros de vez enquando.
    Bons tempos. Inolvidàves !!!
    V/

    P.S. - Como os amigos dos nossos amigos são nossos amigos, vão os meus votos de pronto restabelecimento à Evanir

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  8. Val, meu amigo, isso é tudo verdade o que não invalida a existência de manteiga inglesa, vinda da Inglaterra, óbviamente, de contrabando...Era dessa que minha mãe preparava porque não tinha quase nenhum sal, ao contrário da da Madeira...Isto acontecia nos anos de 1943-1944, quando morávamos na Rua Senador Vera-Cruz, ao lado do Bar da Bia Gacha...e perto da casa de Nhô Djunga...Como referi, tinha a marca Blue Ribbon

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    1. Não contesto, Zito. Tinhamos muito que não podia ser senão contrabando. Nada impedia o bando do contrabando e até parecia que quase ninguém era contra o bando do contrabando.
      Seria bom fazer um levantamento dos bandos e dos contrabandos sobretudo dos que passavam na Praia de Bote para a Rua de Canecadinha.

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