segunda-feira, 6 de julho de 2015

[8277] - TRANSPARÊNCIA E OBJECTIVIDADE - 04 ...

José Fortes Lopes
TRANSPARÊNCIA SOBRE FACTOS DA INDEPENDÊNCIA DE CABO VERDE E DA 1ª REPÚBLICA

D- INCONSISTÊNCIAS DO MODELO POLÍTICO E ECONÓMICO DA 1ª REPÚBLICA

1- NECESSIDADE DE DEBATE ABERTO E TRANSPARENTE SOBRE ACTOS COMETIDOS DURANTE 1º REPÚBLICA: ERROS POLÍTICOS/ECONÓMICOS, OS CUSTOS DO REGIME DE PARTIDO ÚNICO
2- A ‘DECAPITAÇÃO’ DA OPOSIÇÃO AO PAIGC: NOCIVA PARA S. VICENTE E CABO VERDE. DESCONTINUIDADE SOCIOLÓGICA E POLÍTICA. UM CHEQUE EM BRANCO PARA O PAIGC 
3- ADIAMENTO POR 15 ANOS DA DEMOCRACIA FORMAL (QUE É MELHOR DO QUE NADA) E DAS LIBERDADES BÁSICAS E FUNDAMENTAIS DOS CIDADÃOS
4- CENTRALIZAÇÃO DE TODA A MÁQUINA DO ESTADO NA PRAIA/SANTIAGO QUANDO SE PODIAM REPARTIR OS ÓRGÃOS DE SOBERANIA E DE COMPETÊNCIAS ENTRE AS DUAS ILHAS/CIDADES MAIS IMPORTANTES
5- EM 1975 S. VICENTE ERA A ÚNICA ILHA EM CABO VERDE COM O MÍNIMO DE INFRAESTRUCTURAS E FAZIA TODO O SENTIDO MANTER GRANDE PARTE DA MÁQUINA DO ESTADO NA ILHA
6- COM O FIM DA ‘ECONOMIA LIBERAL’ A FALÊNCIA DOS COMERCIANTES EM S. VICENTE DECORRENTE DA ESTATIZAÇÃO DE CABO VERDE, A ILHA FICOU SEM MÁQUINA ADMINISTRATIVA: SECAVA O DINHEIRO
7- A DECISÃO CENTRALISTA CONSTITUIU UMA CONDENAÇÃO À MORTE DA ECONOMIA DE S.VICENTE E UMA PUNIÇÃO POLÍTICA 
8- AS CONSEQUÊNCIAS DO CENTRALISMO PARA S. VICENTE: DESERTIFICAÇÃO (RECURSOS HUMANOS FINANCEIROS E ECONÓMICOS)
9- MODELO ECONÓMICO OU A 1ª REPÚBLICA: IMPROVISOS E NAVEGAÇÃO À VISTA
10- A FALÊNCIA SÓCIO-ECONÓMICA DE S. VICENTE: UM CASO PARADIGMÁTICO DA FALÊNCIA EM TODA A LINHA DE UM MODELO DE DESENVOLVIMENTO
11- 1977, FIM DA REVOLUÇÃO ESTUDANTIL E DA ABERTURA DEMOCRÁTICA INICIADA EM 25 DE ABRIL DE 1974
12- 1977, ENDURECIMENTO POLÍTICO DO PAIGC E DESENVOLVIMENTO DO APARATO POLICIAL E DE REPRESSÃO. PRISÃO DE FIGURAS DE RELEVO NA SOCIEDADE CIVIL MINDELENSE QUE PERSISTIAM NA OPOSIÇÃO AO PAIGC
13- 1977, INÍCIO DA CONTESTAÇÃO AO REGIME DE PARTIDO ÚNICO EM S. VICENTE.
14- A ILHA É DIFAMADA, ACUSADA DE BASTARDA, COLONIALISTA, NEOCOLONIALISTA, DECADENTE, PREGUIÇOSA ETC
15- ALASTRAMENTO DA CONTESTAÇÃO AO PARTIDO ÚNICO EM TODO O ARQUIPÉLAGO E NA DIÁSPORA
16- O SURGIMENTO EM FORÇA DA UCID A PARTIR DA OPOSIÇÃO DISPERSA PELO ESTRANGEIRO
17- O PROCESSO DA REFORMA AGRÁRIA: RACIONALIDADE DE UMA TAL REFORMA NUM PAÍS CABO VERDE. O PAPEL DA UCID NA CONTESTAÇÃO 



1 comentário:

  1. Textos interessantes e históricos, estes do amigo José Fortes Silva, porque de acontecimentos vividos, a que acrescento o seguinte:
    A referência americana mais antiga da emigração cabo-verdiana data de 1685, ao contrário do que lemos em vários documentos de tempos posteriores, portanto muito antes da independência desse país, de marinheiros cabo-verdianos (não escravos, portanto, sem grilhetas nos pés) contratados pelas baleeiras americanas que demandavam os mares de Cabo Verde. Posteriormente, a emigração foi para fugir à fome e ao desemprego para os EUA e vários países. Não eram, obviamente, emigrantes intelectuais, embora alguns já fossem alfabetizados.
    Os emigrantes culturais foram forçados pela violência política (deixemos de lado os eufemismos e falemos claro) do período de transição, muito bem descrito pelo José Fortes Silva com a sua excelência profissional e cívica nas suas últimas crónicas, que antecipou a independência, por ter vivido esse período, ainda estudante liceal e simpatizante do PAIGC no início, mas desiludido depois com o oportunismo de alguns e a injustiça de outros. Essa emigração forçada, e até expulsão como presos para as cadeias portuguesas, da pequena constelação de expatriados, exígua pelo número mas muito significativa pela qualidade, fez muita falta ao país, como posso testemunhar por ter regressado ao país, por opção, com a família, em Fevereiro de 1976, após a conclusão da especialização, numa altura em que alguns colegas já tinham abandonado o país e outros, com que se contava, não regressavam.
    Bom será que outros prestem o seu testemunho dessa época para que a verdade seja reposta e aos injustiçados e caluniados seja feita justiça e se esclareça a história desse tempo.

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