domingo, 16 de agosto de 2015

[8382] - A LEI DO FUNIL...


O Instituto Nacional de Estatística revelou a distribuição do Produto Interno Bruto de Cabo Verde por cada ilha e um dado ficou evidente: as assimetrias regionais são grandes.
O resultado do Centralismo foi a divergência sócio-económica em CV em vez de uma real convergência. Em 1975 o PIB de Santiago que era uma ilha essencialmente agricultura, era de certeza igual ou inferior ou da ilha de S.Vicente, que vivia das actividades em torno do Porto Grande e de algumas industrias incipientes. O país estava nivelado por baixo e as pessoas aspiravam um nivelamento por cima. O que se produziu com o Centralismo foi uma divergência total e o desnivelamento por cima. Nem é preciso ser economista para fazer contas. Portanto não há aqui um case study ‘ nem um ‘succes story’. Concentrar durante 40 anos num só ponto, ou seja numa só ilha e na sua a capital: toda a máquina do estado, todos os recursos humanos e talvez hoje a maior parte da população de um país, todos os projectos estruturante do país, milhares de milhões de dólares, só tem um único resultado criar divergências aumentando o PIB do ponto e estagnando o que que anda à volta do ponto. Este resultado não é surpreendente, quer o ponto se situasse no deserto ou no oceano perdido. Com efeito se analisarmos o crescimento do PIB de Santiago comparado com 1975 há mesmo um ‘case study ‘ou um ‘succes story’, crescimento talvez de 20000% em torno de 0,0, mas cadê crescimento do resto de Cabo Verde? Portanto a propaganda (bazofaria) do sistema baseia-se no ‘succes story’ de Santiago, porque em Cabo Verde a história de sucesso ainda não é para hoje nem para amanhã, caso contrário os americanos já teriam corrido para Praia/Palmarejo para partilhar o quinhão e aprender como fizeram os génios! Ainda haverá quem explore estes resultados apontando o dedo acusador aos mindelenses que são preguiçosos que gostam de farra que vivem à custa dos que trabalham para alimentar as outras ilhas, o que é uma nova mistificação do século XXI. Pudera: numa ilha onde não há trabalho, resta o ócio !! - (José F. Lopes)

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