segunda-feira, 7 de setembro de 2015

[8444] - CRIAR RIQUEZA...


O embaixador cessante de França em Cabo Verde, Philippe Barbry, defende que o “maior desafio” de Cabo Verde é atrair investimento privado que lhe permita produzir riqueza nacional e não ficar dependente da ajuda internacional.
(Expresso das Ilhas)


...oooOooo...

Com efeito!...
Diplomaticamente, o embaixador cessante de França em Cabo Verde, Philippe Barbry afirma o que muitos analistas de todos os quadrantes têm unanimemente dito:  "Já vos demos as canas, agora é preciso pescar."
As barragens, estradas, etc.,  são infraestructuras operacionais para a economia, não geram riqueza por si só, para além de que a sua manutenção dependerá da criação interna de riquezas e não das ajudas externas.
Esta é uma constatação unânime. Ou seja:  o Mundo de 1975, dos donativos, acabou! Estamos no século XXI e, dizendo em francês corrente 'chacun doit se débrouiiller, comme il peut' 
Ou seja a globalização pode ser uma faca de dois gumes:
- Há oportunidades, nichos de mercado para todos, neste mercado global, mesmo para os países menos favorecidos. Só potenciando estas oportunidades é que se pode criar riqueza...
Quem precisar de dinheiro terá que o ir pedir ao Mercado...
- Quem ficar parado, de mãos estendidas, vai ter o sufoco total e entrará no ciclo da dependência eterna, com credores e FMI...
Agora, que o desafio para um micro-estado como Cabo Verde  “não é fácil”,  isso é verdade!!!

(José F. Lopes)

5 comentários:

  1. Dizer que o "desafio não é fácil" é quase um eufemismo. O desafio é dificílimo e espelhará a possibilidade ou não de Cabo Verde continuar a sustentar a sua independência por suas próprias e exclusivas mãos, dado que vai ficando cada vez mais nítido que ninguém, sobretudo o capitalismo, dá alguma coisa de grátis.
    Oxalá a nossa terra aguente os desafios que se aproximam. Mas é um facto que o Estado não dispõe de capacidade para investir no desenvolvimento e que se tem de contar com o privado. Mas como, em que medida, com que regras, com que enquadramento com a competitividade global? Será imaginável que Cabo Verde só consiga atrair investimento que conte com mão-de-obra quase escrava, como acontece em paragens da Ásia subdesenvolvida?

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  2. Acrescento ao meu comentário: Deus nos acuda!

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  3. Foi um diplomata francês que definiu o "diplomata": - Um homem honesto que mandam contar mentiras".
    Não venho aqui dizer que o Embaixador francês disse mentira mas não disse tudo; como dizem os franceses utilisou a "lingue de bois".
    Trabalhei com vários. De uns tenho gratas lembranças e recordações inolvidàveis, mas também tive-os impossíveis de tragar e até um tinha lugar em qualquer manicómio. Mas isto é outra história.
    Só queria aproveitar para citar um "monstro" que não teria uma conversa tão amável como Sua Excia. o Embaixador francês: - Luiz Gaspar da Silva (*) que, por dizer verdades nuas e cruas, provocou alguns incidentes... (não) diplomáticos.

    V/

    (*) Recomendo veementemente aos que gostam dos meandros diplomáticos que procurarem esse nome (sabem onde)

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  4. Amigos Cabo Verde está no mar tem que nadar. Agora se lhe prenderem as prenas com chumbo afoga e irá para o fundo do mar. Aquilo que tem que ser feito para CV toda a gente sabe e até os embaixadores amigos preocupados já mandam recados: amigos debroillez vous maintenant, plus d'argent frais ! La bonne vie des aides a fonds perdus c'est fini !!!

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  5. Qualquer vaca leiteira, a determinada altura, deixa de dar o leitinho e vira maninha. Naturalmente. Com os Estados sucede a mesma coisa (perderem a paciência) se não houver contra partida ou prova tangível do emprego da ajudas. Portanto Cabo Verde não pode ser excepção.

    Eduardo Oliveira

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