quinta-feira, 1 de outubro de 2015

[8502] - O MEU AMIGO DJÔ...


Djô, (José Almeida) ou Djô de Mari' Roque foi - e continua a ser - o meu maior e melhor amigo de sempre...Quis o destino levá-lo há já  muitos anos, por coincidência pouco depois de ele ter a vindo a Portugal, após largos anos de ausência (vivia, há muito, nos Estados Unidos).
Djô era o típico "mnine de Soncente": basofo, machista, truculento, muito senhor do seu nariz e, sobretudo, para cima de orgulhoso de um físico fora de comum, fruto de muito exercitar o curso do Charles Atlas que seu avô, Joseph Almeida, lhe havia mandado dos USA quando ele aínda era menino e moço...Mas era um coração de  manteiga...
Passava parte importante de cada dia lá em casa e tratava a minha mãe por "mãe Laura"...Conhecíamo-nos desde os  bancos da Escola Camões e até chumbámos os mesmos anos no Liceu Gil Eanes pelo que fomos colegas de turma até ao antigo 5ºano, altura em que vim estudar para o Porto - Liceu Alexandre Herculano - sem grande sucesso, diga-se de passagem...
A minha relação com o Djô está repleta de peripécias que, um dia, talvez reveja aqui, desde as longas sessões de "sete-e-meio" à sua fractura da rótula, passando por renhidas partidas de "ping-pong" que o ensinei a jogar para, a breve trecho, passar a vencido habitual...
Quando, há já muitos anos, recebi a noticia da sua morte em consequência de problemas cardíacos, abriu-se um vazío no meu peito que, até hoje, não consegui preencher e sempre que o recordo - como agora - sinto uma dolorosa angústia que me inunda os olhos de uma saudade sem tamanho...
A foto que aqui reproduzo, mandou-ma ele dos USA, logo depois do seu regresso do nosso encontro em Lisboa e reconforta-me sentir que esta relação de profunda amizade terá tido idêntico significado para o Djô!
Farewell Djô, dearest friend!

1 comentário:

  1. As boas amizades criadas na infância perduram para sempre e só a morte as interrompe. Não conheci o Djô mas é possível que me tenha cruzado com ele.

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