segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

[8755] - O MELHOR DO MUNDO...


Bali, Barbados, Maldivas, Maurícias, Seychelles e Zanzibar são alguns dos melhores lugares do mundo em termos de turismo quando a escolha recai sobre um destino insular. No entanto, apesar de serem mundialmente conhecidas, estas ilhas não chegaram ao pódio dos World Travel Awards. A edição de 2015 decidiu eleger a Madeira como a grande finalista na categoria de World's Leading Island Destination – um lugar que no ano passado tinha sido ocupado por Bali, na Indonésia, e que em 2013 e 2012 tinha distinguido as Maldivas, depois de três anos consecutivos de liderança das Maurícias.

A Secretaria Regional de Economia, Turismo e Cultura emitiu um comunicado a explicar que a Madeira foi distinguida no sábado à noite, numa cerimónia que decorreu em El Jadida, Marrocos, para premiar a excelência, as marcas e os locais que se destacam, nas diversas regiões do globo, ao nível da indústria do turismo. Criados em 1993, estes prémios são conhecidos como os “óscares do turismo” e a votação é realizada online, tanto pelo público em geral como por profissionais do sector do turismo. O Dubai foi considerado o melhor destino do mundo, as Maldivas o melhor destino de praia e Hong Kong a melhor cidade para uma escapadela.

“A votação que premiou o destino Madeira incluiu cenários paradisíacos como Bali, Barbados, Creta, Ilhas Cook, Jamaica, Maldivas, Maurícias, Santa Lúcia, Sardenha, Seychelles, Sicília e Zanzibar”, destaca a Secretaria Regional de Turismo, citada pela Lusa. A Madeira já em 2013 tinha concorrido aos World Travel Awards, mas na categoria de melhor destino insular dentro da região da Europa. Ao ganhar nessa edição o prémio de âmbito europeu acabou por ficar automaticamente inscrita para o concurso de nível mundial. Em 2014 voltou a ganhar às concorrentes europeias, mas só nesta edição deste ano é que o arquipélago, classificado pela Unesco desde 1999 como Património Natural da Humanidade, conseguiu levar para casa os dois galardões: o da Europa (pela terceira vez consecutiva) e agora o do mundo.

A Secretaria Regional lembra que “a Madeira desenvolveu, ao longo de todo este ano, vários apelos ao voto, quer através das redes sociais e plataformas digitais, quer através de campanhas e acções publicitárias alusivas a este fim”. A mesma nota sublinha ainda a “extraordinária importância da colaboração" de Cristiano Ronaldo, ao associar-se a esta causa "de forma assumida, nas suas várias plataformas digitais e sociais” – o que permitiu deixar para trás na corrida vários destinos insulares. Entre os nomeados estavam também a Jamaica, as Ilhas Cook, Creta, Santa Lúcia, Sardenha e Sicília.

Além da Madeira, os World Travel Awards deram mais três prémios a Portugal. A Parques de Sintra – Monte da Lua. que gere gere o Parque e o Palácio da Pena, os Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz e o Palácio e Jardins de Monserrate, venceu pelo terceiro ano consecutivo na categoria de Melhor Empresa do Mundo em Conservação. 

Os outros dois “óscares do turismo” ficaram mais a sul e distinguiram dois hotéis. O Conrad Algarve, na Quinta do Lago, foi o grande premiado na categoria destinada a resorts de luxo e lazer, ficando à frente de cadeias que operam na Tailândia, em Abu Dhabi e na África do Sul. O prémio foi para o Conrad pelo terceiro ano consecutivo. Já o galardão para os green resorts de luxo foi para o Vila Vita Parc, em Porches, que destronou o vencedor de 2014, o Angel’s Marmaris, na Turquia.

Em Setembro, quando os World Travel Awards premiaram destinos europeus, Portugal já tinha brilhado ao trazer um total de 14 prémios para casa, de entre 77 nomeações. Na altura, o Algarve sagrou-se como mo melhor destino de praia e a TAP como a melhor companhia aérea a voar para África e para a América do Sul. Em termos de cadeias hoteleiras, por exemplo, o prémio de melhor resort de praia foi para o Hotel Quinta do Lago, tendo o Vila Joya, igualmente no Algarve, sido considerado o melhor hotel boutique. Já o Turismo de Portugal recebeu a distinção de melhor entidade do sector.

      

3 comentários:

  1. World Travel Awards (edição de 2015) elege a Madeira como a finalista na categoria de World's Leading Island Destination.
    Isto sim é bom exemplo a seguir......
    Infelizmente não conheço a Madeira, posso estar a falar de cor, mas parece-me que há muitas similaridades entre esta ilha e S. Antão.
    O Eco-turismo parece-me a melhor via para esta ilha. Como é bonito ver lindas casinhas coloniais preservadas e a natureza intacta. Que Deus defenda S. Antão dos horrores arquitectónicos da periferia das ilha de Santiago e S. Vicente, onde temos a impressão de cidades plantadas no deserto ou após um bombardeamento desumano!! Mais valia terem contratado cooperantes para definir o Novo Urbanisto pos-colonial, pois não há como caracterizar o estado do urbanismo caótico em Cabo Verde: caixas, paralelepípedos, quadrados, redondos e desordem urbana. E ainda somos os 'Velhos do Restelo' ao querer preservar o Centro do Mindelo, o que resta do pequeno quarteirão contruido nos bons tempos e que ainda não foi demolido.

    Por outro lado S Antão, ilha montanhosa, não deveria comportar arranha-céus.
    Para mim o pior modelo para S. Antão, seria o mimetismo de S. Vicente, que já não é modelo para ninguém e vai ter que ser levantado de novo.
    O modelo devia ser talvez a Madeira ou talvez os Alpes franceses, suíço ou italianos, mas isso dá muito trabalho e talvez não há tempo nem dinheiro para isso. Os santantoneses deveriam fazer um esforço para pensarem a sua ilha, e porque não serem ajudados pelos arquitectos, urbanistas e paisagistas suíços, franceses etc, pois temos que reconhecer as nossas limitações.
    Agora se todas a ilhas de CV devem pautar-se pela mesma bitola ditada pelo bucolismo desenvolvimentista do betão 'a tout va', pensado a partir de cabeças nas solas dos pés, não haverá mais deversidade nestas ilhas e elas definharão por não terem interesse nem para os nacionais nem para os turistas.
    Mas enquanto os arquitectos e engenheiros civis teimarem em só visitar as megas cidades, sonhando com Manhatans e passarem de lado as pequenas cidades (onde há o essencial, o verdadeiro e pessoas de carne e osso) a ilusão de grandeza imperará no urbanismo cabo-verdiano.

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  2. Hoje na RTP I ( Noticiário) foi-nos dado ver paisagens deslumbrantes de Santiago (Barragem)... Pra quando um documentário alargado sobre as ilhas?

    Tenho a certeza que muito telespectador ficaria pasmado!

    Boas Festas

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