segunda-feira, 21 de março de 2016

[9034] - ENGANADOS OU CONIVENTES?!



Comportando-se como vulgares agitadores a soldo de propaganda falaciosa, a SICNotícias, a TVI24, o Jornal de Negócios, o Diário de Notícias e o Público engoliram a patranha do partido (ainda) no poder, sustentados por uma “sondagem” encomendada e distribuída pelo PAICV, que dava a vitória a Janira Hopffer Almada


Não foi só a compra de votos, o tráfico de consciências e a pressão inaceitável sobre os cidadãos que o PAICV jogou nos últimos dias e horas de campanha. Recorrendo a “amigos” alapados na comunicação social “tuga”, o partido de José Maria Neves e de Janira Hopffer Almada tentou um último truque: vender a ideia de que a vitória já estava no papo.

A comunicação social portuguesa é uma nódoa. Televisões e jornais de "referência" engoliram a patranha e já diziam que Cabo Verde ia ter Janira na chefia do governo. Para sustentar a tese, aludiram a uma "sondagem" encomendada e distribuída pelo PAICV. Uma vergonha!

Propaganda falaciosa substitui jornalismo

A SICNotícias e a TVI24 abriram os noticiários cheias de certezas e – porque nestas coisas de se substituírem jornalistas por agitadores a soldo, corre-se sempre esse risco – até se permitiu dizer disparates. Cabo Verde seria o primeiro país lusófono a eleger uma mulher para a chefia do governo. Esquecendo-se de Moçambique, de São Tomé e Príncipe e mesmo de Portugal, que já tiveram mulheres nessa função. O mesmo acontecendo com o Jornal de Negócios que debitava: "Cabo Verde pode ser o primeiro país lusófono a ter uma mulher líder partidária como primeiro-ministro".

O Diário de Notícias apontava sem dúvidas: "Sondagem aponta para vitória do partido no poder". E o Público (tido como cultor de um jornalismo de “excelência”, dizia perentório: "As eleições legislativas de domingo em Cabo Verde vão ficar na História — é uma ideia consensual entre jornalistas e analistas do país. Por muitas razões, mas a primeira delas é que pela primeira vez não haverá uma maioria", adiantando ainda “uma última possível novidade: se o PAICV se mantiver no poder, Cabo Verde terá pela primeira vez uma mulher na chefia do Governo, Janira Hopffer Almada."

Que se saiba, até agora, ainda nenhum destes “órgãos de referência” pediu desculpas aos caboverdianos por terem engolido a patranha e feito um frete ao PAICV. - (in Cabo  Verde Direto)

AAP

4 comentários:

  1. Quem forneceu as informações sabia o que fazia. Foi a aplicação da velha técnica de difundir uma noticia. Se forem apanhados, e se reconhecerem o "engano", põem um desmentido mas... tarde. Fica sempre o efeito.
    Os Camaradas entreajudem-se

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  2. Compreendo a indignação que causa qualquer tentativa de manipular a opinião pública. Por alguma razão, desde há algum tempo me tenho distanciado da comunicação, encarando as notícias com um espírito de reserva e raramente assistindo a debates. Esta é, aliás, a razão por que desconhecia o que é denunciado neste post.

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  3. Isto chama-se conivência e conveniência. Há muito tempo que há um acordo tácito entre o PAIGC e meios portugueses. Depois de terem vendido as colónias aos partidos únicos o interesse não é ter democracias em que o voto do povo conta, de resto tirando os cabo-verdianos que muitas vezes nos surpreendem (refilon), os povos das colónias português nunca são ouvidos não servem para nada.

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  4. De há muito que se sabia aqui nas ilhas e se calhar também nas comunidades emigradas que as sondagens, todas elas davam vitória ao MPD. Tanto as sondagens encomendadas pelo PAICV, como as pedidas pelo MPD. Ora, o próprio ambiente que cá se vivia indicava para onde havia de pender a balança. É verdade que dúvidas e erros poderiam surgir também dessas avaliações. Sondagens são sondagens, já é "de la Palisse" mas não deixam de ser indicadores por vezes, bem fiáveis. Foi o que aconteceu. Agora coisa outra, é uma comunicação social com muita responsabilidade democrática (o caso da portuguesa) e que devia ter exigências outras que não o de agradar partidos, - admitamos pelo menos, os que estão fora do seu quadro endógeno - ter-se prestado a este papel no mínimo, estranho.

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