sexta-feira, 20 de maio de 2016

[9227] - A PRÓ-PRAIA E A REGIONALIZAÇÃO...

José Jorge de Pina
A regionalização é uma das frentes em que a Pró-Praia se vai fazer presente no momento em que o assunto for colocado sobre a mesa. José Jorge de Pina, presidente dessa associação, deixa a entender que Praia e toda a ilha de Santiago têm interesses a defender, um deles o EstadoEspecial para a capital. “A Pró-Praia tudo vai fazer para que o Estatuto Especial seja incluído no processo global do novo sistema da administração e governação do país”, avisa De Pina. “Estamos de acordo que se deve mexer com o número de municípios, desconcentração, descentralização e regionalização, até porque entendemos que a cidade da Praia e a ilha de Santiago, no seu todo, também sofrem com a centralização de muitos serviços que estão em outras ilhas. É só ver o que se passa com a administração marítima (sediada em São Vicente), que precisa decentralizar e criar estruturas próprias de uma administração à altura da região de Sotavento e ilha da Santiago em particular”, realça o dirigente da Pró-Praia. O nosso entrevistado defende que é preciso também uma reforma no sector de armazenamento e distribuição de combustíveis, devendo o seu epicentro passar a ser em Santiago, onde há maior consumo. “Actualmente, o combustível é armazenado em São Vicente para depois ser distribuído para as outras ilhas. Há muito tempo que as gasolineiras viram que pelo facto do consumo estar mais a sul que o armazenamento nesta região faria com que o preço dos combustíveis baixasse a nível nacional, caso esses sistema logístico for alterado”.
Conforme o responsável da Pró-Praia, tal facto criaria também mais empregos para os santiagueses, o que seria justo dado que boa parte do negócios dos combustíveis faz-se em Santiago e não em São Vicente ou no Sal.
A Pró-Praia, segundo José Jorge de Pina, defende uma regionalização e descentralização com base nas potencialidades e capacidades de produção de cada ilha. “Todas as ilhas devem ter infraestruturas e condições à altura das suas demandas e dinâmicas do seu desempenho, para suportar e realçar a sua própria economia. Cada ilha deve ter capacidade de financiar aquilo que pretende. Ou seja: basear os seus projectos na base daquilo que a própria ilha rende”, conclui o presidente da Pró-Praia. SM - (in A Nação)

5 comentários:

  1. Pró-Praia Exige Estatuto Especial e os Dois Partidos Respondem Sim, Amen é para Ontem!! In ANação
    A Nação de hoje dá detalhes das exigências do poderoso grupo de pressão PróPraia , uma associação que como o seu nome indica defende os interesses exclusivos da Praia e talvez de Santiago ( o que não é líquido para mim). Segundo a Nação este grupo apresenta um conjunto de exigências ao novo governo eleito, por todos os caboverdiano e a Diáspora, verdade seja dita, e este governo deve cumprir, a começar pelo Estatuto Especial para VIC(Very Important Capital of the World). Segundo o mesmo jornal
    """"
    A Pró-Praia vai continuar a exigir, do actual Governo,
    que políticas estratégicas e obras estruturantes
    para a cidade capital de Cabo Verde sejam implementadas,
    cada vez, em maior número e qualidade.
    Como prioridades, o presidente dessa associação,
    José Jorge de Pina, aponta o Estatuto Especial, a ampliação
    da pista do aeroporto e a descentralização de
    alguns serviços sediados noutras ilhas, designadamente
    em São Vicente. A regionalização, conforme
    deixa a entender também, vai ser o momento para
    Praia e Santiago “exigirem” o que é seu por direito
    """"
    Bom é claro que a Regionalização vai ser boa para Santiago vai consagrar as 2 Regiões e arrecadar mais dinheiro. De resto Santiago é a única ilha de cabo Verde com regionalização.
    Este Grupo tem apresentado na SemanaOnline regularmente artigos onde apresentam as suas ideias para a cidade, mesmo muito boas para a Praia , do estilo 'tudo para, nada contra'. A lista das exigências é enorme, só acessíveis para uma nação rica como a América.
    Portanto tudo leva a crer que este Estatuto Especial vem sendo cozinhado de longa data através de lobbismo. A dimensão da situação é tal, que o antigo Presidente da CMP, agora primeiro-ministro, informou que tinha-se batido para que este estatuto fosse para a frente. Nós sabemos que isso não foi á frente porque o PAICV não viu-se seguro com este projecto polémico e poderia perder algumas 'plumas'.
    Estão aqui algumas razões que o actual PM apresenta para justificar o tal estatuto
    ""que a capital tem um desafio permanente de ser uma cidade mais inclusiva, que consiga resolver os problemas ainda básicos que existem nos bairros e requalificação urbanas, acesso à água e o saneamento.""
    A questão que se coloca é se para resolver estes problemas que o PM invoca é preciso estatuto especial.?Então, bolas, todas as cidades do Mundo devem ter o tal estatuto especial, é só vir à Praia estudar, pedir conselhos ao PróPraia e está feito!!!.
    Mas estes problemas da Praia não têm a ver com as políticas erradas, incúria que se acumulam décadas,não dizer 41 anos, centralismo, concentração humana, falta de planificação, imprevisibilidade, corrupção etc. Não será o centralismo, que nos batemos contra, o culpado destes problemas, e agora querem acrescentar mais uma camada de Centralismo para piorar.
    Meus caros o caos da cidade da Praia só se resolve com boas políticas e não com dinheiro e mais regalias!!

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  2. O que "exigem" em nada contribui para uma descentralização do Pais. Pelo contràrio, parece mais uma forma de concentração na cidade capital. Santiago jà tem o Norte e Sul e querem o "Especial".
    "Du n'importe quoi !!!"

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  3. Estou convicto de que os 11 Deputados da Ilha de São Vicente representados pelos três partidos com assente no Parlamento, terão alguma coisa a dizer neste particular. De igual modo os de toda a região norte.
    Aguardamos para ver.

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    1. Se se consideraram Deputados de um Pais antes de um partido compreenderão que (todos) devem defender CABO VERDE e não um partido ou uma capital.

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  4. É simplesmente espantoso o cinismo do senhor José Jorge Pina. Defende a desconcentração e a descentralização mas tendo como medida primordial retirar a S. Vicente o pouco que ainda detém: administração marítima e armazenamento de combustível. Subentende-se que, na óptica deste senhor, todo o Estado continuará sem apelo nem agravo concentrado na Praia e intocável na sua desmesurada dimensão. Como se não fosse exactamente esse "monstro" que agora dá razões para reclamarem o tal estatuto especial.

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