Cabo Verde é um país de uma cultura rica e diversificada. Um país com uma história que devia ser contada com orgulho e conhecimento, mas que continua apagada e ignorada. Aliás temos uma história abrangente e universal que carece da promoção governamental. Enquanto ignoramos as nossas potencialidades históricas e culturais, os sucessivos governos de casmurros arrogantes continuam apoiando a promoção do Alupek, insistindo no seu ensino a nível nacional, desrespeitando a tudo e todos nas outras ilhas onde as variantes do nosso idioma crioulo são diferentes e escrevem de formas diferentes. Aliás, os promotores do Alupek continuam ganhando terreno com as suas mentiras de que cada cidadão falará e escreverá o crioulo como bem entender. Com esta desgraçada conivência do Governo em forçar as crianças das outras ilhas a estudar, escrever e falar o Alupek nas classes (chamadas de aulas experimentais), estamos a destruir o que faz parte da nossa diversificada cultura nacional, com 9 ilhas habitadas e variantes diferentes em cada ilha.
Agora perguntamos: Mas, afinal, se cada um deve continuar a escrever e falar o seu variante crioulo porque carga de água as crianças de São Vicente terão que ser educadas em aulas com livros escritos em Alupek? Que raio de país é este nosso país onde alguns de uma ilha tentam a todo custo impor as suas vontades linguísticas nas populações das restantes 8 ilhas habitadas? Porque razão os professores em Mindelo têm que usar, (sem saber as pronúncias corretas dessa invenção estúpida), o dialeto de Santiago para ensinar alunos de São Vicente, sabendo de antemão que as duas variantes do crioulo são totalmente diferentes? Onde foi parar o orgulho dos são-vicentinos, para se deixarem ser manietados desta forma? Espero que tanto os professores de São Vicente como os das outras ilhas sejam homens e mulheres capazes e determinados e que os pais e encarregados de educação desses alunos saibam exigir o ensino de línguas estrangeiras desde a primeira classe em vez desta invenção absurda de um grupo de Santiaguenses que estribam nas amizades políticas para imporem as suas ideias absurdas e de arrogâncias daninhas e que estão destruindo esta nossa corrupta e violente sociedade.
Silva Antonio, Fidélia Silva, José Fortes Lopes, José Manuel Almada Dias, Nuno Andrade Ferreira, Julio Lopes, Herminio Duarte Monteiro, Antonio Pedro Rosa, António Alte Pinho, Lena Gomes, Valdir Alves, Pedro Pedro Ben'Oliel Chantre, Benvindo Chantre Neves, David Leite

