quinta-feira, 2 de julho de 2015

[8267] - A ARTE DE DESAJUDAR...



Há relativamente pouco tempo, a TVI colocou no ar um novo programa-concurso que, segundo afirmam, já é um líder de audiências, chamado Money Drop...Primeiro, não entendo porque razão estes concursos, normalmente idealizados pela Endemol, têm que ter um título em inglês, mau grado estes tempos de globalização que vão transformando a Humanidade num exército de autómatos desempregados...
Aliás, o concurso é interessante e concita a adesão de um volume apreciável de espectadores que, obviamente, vão tentando "participar" tentando adivinhar, eles próprios, as respostas às questões, diga-se, por vezes de lógica mais que duvidosa...O que, de resto, coloca o programa ao nível da falta de nível da maioria dos pares concorrentes, com imensa "lata" mas escassos conhecimentos de cultura geral...
Porem, o que mais me fere a sensibilidade, para além da proverbial prolixía da metralhadora verbal Teresa Guilherme, é a sua (dela...) capacidade de "desajudar" os concorrentes...É claro que se pretende que o programa tenha grandes audiências ao menor preço possivel e, por isso, quando os concorrentes decidem investir grandes montantes numa só das quatro opções disponibilizadas, logo a apresentadora interfere com a lenga-lenga de que "em caso de dúvida, se deve optar pela maior parte das possibilidades concedidas, distribuindo o dinheiro disponível de forma mais generalizada"... Acontece que, das vezes que tive oportunidade de assistir ao concurso  em que uma situação similar ocorreu, fiquei fulo ao constatar que os concorrentes teriam conseguido uma melhor "performance" se não tivessem seguido o conselho da "amiga da onça"...
Creio que esta política de "desajudar" os concorrentes, oposta a outras situações noutros concursos - O Preço Certo, por exemplo - é, no mínimo, deselegante, e só me espanta que, até hoje, nenhum concorrente se tenha rebelado, ao vivo e a cores...para vergonha da Teresinha e da Endemol...

2 comentários:

  1. Eu não vejo este tipo de programa e acho lamentável que tenham lugar em horário nobre. O povo precisa é de programas que elevem o seu nível cultural e cívico. Tenho saudades de alguns programas dos tempos da ditadura. Lembro-me de que o programa de Hermano Saraiva era no horário nobre, logo a seguir ao noticiário. Também acho lamentável que se tenha de utilizar palavras inglesas de que temos correspondentes em português.

    ResponderEliminar
  2. Amigo, no tempo da outra senhora não havia concorrência à RTP que, assim, se podia dar ao luxo de produzir
    uma programação mais do que aceitável...

    ResponderEliminar