quinta-feira, 12 de maio de 2016

[9199] - AFINAL, EM QUE FICAMOS?!


Praia - 11 de Maio - O presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, respondeu ao ministro cabo-verdiano da Cultura e Indústrias Criativas, Abraão Vicente, à questão do Acordo Ortográfico na Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), afirmando ser "um não tema".

Na sequência de críticas feitas por Cabo Verde e Angola referentes à reavaliação do Acordo Ortográfico, esta terça-feira, 10, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que a questão do Acordo “é um não tema”, argumentando que se países como Angola e Moçambique optarem por decidir não retificar o Acordo Ortográfico criar-se-á oportunidade para repensar a matéria.

Quanto ao ministro cabo-verdiano, segundo reporta a agência Lusa, terá defendido que todas as decisões referentes ao Acordo Ortográfico devem basear-se em conceitos científicos e nunca em opiniões de políticos em cargos transitórios.

Ocean Press - Redação

6 comentários:

  1. In"Maurício De Carvalho
    20 h ·
    O Acordo, ou Desacordo, Ortográfico é, de facto, um "não tema"... sobretudo para Cabo Verde.
    Como se sabe, aqui, no país, há muito que a língua portuguesa foi relegada para segundo ... ou mesmo para terceiro plano.
    Apesar de ser a língua oficial do país, hoje, em Cabo Verde, falam português os intelectuais que tiveram a sorte, ou os meios financeiros, para estudar em Portugal ou no Brasil.
    Falam português, ainda, os descendentes da classe dominante, a sua prole, .... a quem os avisados progenitores não quiseram deixar de dar, desde a mais tenra idade, uma importante ferramenta de trabalho para o futuro, a língua portuguesa, a quinta mais falada no mundo.
    E falam português muitos cidadãos que conheceram e viveram o período colonial... e continuam a fazer questão de falar o português, mesmo dominando com fluidez o crioulo "badio", ou doutros destinos.
    De resto, já quase não se fala português na Administração Pública e, muito menos, nos estabelecimentos de ensino, a todos os níveis onde, apesar dos respectivos manuais estarem escritos em português... a esmagadora maioria dos professores e alunos adotaram o crioulo como língua de ensino, com todas as consequências que tal decisão acarreta .... desde logo a falta de compreensão dos diversos temas tratados, que a esmagadora maioria dos alunos pode ter "encornado", mas está longe de ter entendido.
    Pessoalmente, ainda não compreendi como é possível estudar, discutir, compreender, expor matérias académicas em crioulo, a partir de um conhecimento adquirido num manual escrito em português....e isto, sobretudo, quando não se fala a língua em que o manual está escrito.
    E, se no ensino primário e secundário este assunto assume alguma importância, com professores e alunos a ensinarem e estudarem "alegremente" em crioulo, a partir de manuais portugueses... no ensino universitário ganha uma dimensão diferente, até pelo sacrifício que representa, para muitas famílias, custear os estudos universitários de familiares que, salvo raríssimas excepções, estão destinados a engrossar, no futuro próximo, as estatísticas do desemprego.
    Estou a crer que muito do desemprego jovem que hoje atinge a sociedade caboverdiana tem a ver, não só, com o abrandamento do desenvolvimento económico e a falta de oportunidades de trabalho, mas também com a falta de capacitação dos jovens para desempenharem funções numa economia aberta e competitiva.
    Já em Angola a questão do Acordo Ortográfico toma uma dimensão completamente diferente, uma vez que o português é já a primeira língua falada no país e, por lei, é a língua oficial obrigatória na Administração Publica e em todos os estabelecimento de ensino...além de ser um importante factor de unidade nacional.
    Claro que haverá alguns milhões de angolanos (...muitos...) a falar o kibundu, o unibundu ou uma qualquer outra das dezenas de línguas dialectos maternos e nacionais do país, mas essa questão não altera nada a decisão de adoptar uma língua universal que também é factor de desenvolvimento, de unidade e de progresso.
    E falar uma segunda língua, materna ou nacional, não os impede de falar correctamente português.... não sofrem do complexo da língua do colonizador, que a esmagadora maioria dos angolanos escreve, fala, em que negoceiam, canta....e será por isso que o Presidente da República portuguesa fica á espera de uma decisão de Angola, o país que mais tem lutado pelo prestígio e afirmação internacional da língua portuguesa.""

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  2. Ao ouvir "basear-se em conceitos científicos e nunca em opiniões de políticos em cargos transitórios" fico mais animado. Ainda estamos a tempo de debruçar sobre o assunto para impedir fantasias e/ou caprichos de potentados transitôrios.
    Se Angola, Moçambique resistem e vierem Cabo Verde e talvez a Guiné...
    Se a minha opinião conta, digo que estou velho e não quero mudanças.

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  3. Val o ministro disse: opiniões levianas de políticos referindo ao Presidente de Portugal

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    1. Bolas !!!
      Pensei que ele deitasse piada ao Bega. Estou ficando velho ou deve ser porque uma coisa (o acordo) e outra (o alupec) me incomodam.
      Mau, mau, Maria! Então ele atreve-se a desrespeitar o PR de um pais amigo, ainda por cima catedràtico? Pobre educação politica, pobre diplomacia !

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  4. Pergunto: um ministro não é, ele também, um político em cargo transitório?!

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    1. Novo, inexperiente (é o seu primeiro cargo) e ocupa num lugar de onde pode sair a qualquer hora.
      Lembro-me de um eminente professor de Medecina que não durou 24 horas devido uma frase imprudente mas, pelos vistos, não serviu de lição.

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