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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

[10013] - PESSOA



Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que quero…

Fernando Pessoa


(Colaboração Artur Mendes)

domingo, 26 de fevereiro de 2017

[10012] - VERBO OU INTERJEIÇÃO


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Há ou “Ah!”  ?Verbo ou interjeição?

Eu gosto do verbo!
Dá noção de Existência,  Vida, Amizade, Conforto, Beleza,  de Amor e outros alentos como tais.

Mas.... e o “Ah!” ? Não há igual! Para mim é o espanto que nos faz viver e não o vejam como lamento (segundo o dicionário também serve para exprimir tal. Risquem!).

Viver na exaltação dos que criaram e dos que criam!

Surpresa de um nascimento, de um braça inesperado, de uma lágrima sentida.

Olhar para um Almada, ler um Pessoa, ouvir um Chopin (um dia o Zito-pura verdade!- eu ainda puto, disse-me que se pronuncia "Cópin" e não como o comum dos mortais pronuncia. Um grande “Ah!” para mim! O homem era polaco e não francês. Nasceu na Polónia de um francês com ascendência polaca, mas era Polaco! Ah!) genera-nos espantos que nos tiram da apatia, inércia, ignorância e outros tormentos que tais.


Haverão “Ah!s” suficientes em cada um de nós? Olhemos para este blog, para os Amigos, para as nossas Crianças, para os nossos Ascendentes (presentes e AUSENTES) e veremos motivos para o espanto inebriante.

Aquele que vos escreve exterioriza o que o atormenta pela antítese. Se não conseguirmos melhor.... que nos "antitesemos"!

Braça de um angolano!


António Rebelo

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

[10011] - PROMESSAS



Certo dia, já ciente do seu estado de saúde, ou seja, num tempo não muito longínquo, o meu pai deixou no ar, que gostaria muito que eu prosseguisse um dia com este projeto do “ARROZCATUM”.

Embora seja um curioso da cozinha, sinto-me a léguas do Grand Chef, que dirigiu este espaço, com toda a mestria de um verdadeiro gourmet da palavra.

Com o seu imenso sentido democrático, foi expondo pontos de vista, factos, efemérides e pequenas e grandes histórias. A sua indisfarçável costela de comunicador estava plasmada na curiosidade que tinha sobre as diversas formas e tonalidades do maravilhoso mundo que nos rodeia.

Contou com a inestimável ajuda de uma mão cheia de leais e profícuos colaboradores. E assim, feitos espectadores atentos, fomos enriquecendo em conhecimento e cultura, embalados pelo tom, por vezes conciliador e outras vezes reprovador, mas sempre desempoeirado.

Estou a falar do meu pai, por isso devem perdoar a minha imparcialidade, mas todos devem concordar, que as crónicas sobre a sua palpitante passagem por Angola, estavam coloridas por pinceladas verdadeiramente geniais.

A forma como nos fez sorrir, chorar ou admirar o belo, são a marca do seu inconfundível estilo e verdadeiro exemplo de um comunicador antigo no BI, mas contemporâneo no formato.

Houve um condimento transversal a toda a história do “ARROZCATUM”, a sua grande e incondicional paixão pela terra que o acolheu, adoptou, mas que malogradamente e a destempo, dele se descartou…

Não posso prometer a mesma cadência e qualidade de informação, mas deixarei via aberta para todos os habituais colaboradores e também a todos que se queiram juntar a este espaço de reflexão. 

Estaremos, antes de mais, a honrar a memória de Zito Azevedo, não deixando morrer um dos seus legados…

Veremos o que dá!

Braça

Paulo Azevedo