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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

[9864] - O VELHO LICEU EM OBRAS...


 PROSSEGUEM, AS OBRAS NO VELHO LICEU GIL EANES.SEGUNDO OS 
CÁLCULOS INICIAIS, JÁ DEVÍAM TER TERMINADO HÁ CERCA DE DOIS MESES,,,MAS, O QUE SÃO, AFINAL, UMAS SEMANINHAS, COMPARADAS COM OS SÉCULOS DE ESPERA POR ESTES TRABALHOS DE REQUALIFICAÇÃO?!


Fotos de Bitu Melo
Sugestão de José Fortes

[9863] - HORRIPILANTE E SOMBRIO...

Discurso horripilante e sombrio
Folheando o jornal Expresso das Ilhas, edição 775 do dia 5 de Outubro de 2016, prendeu a minha atenção o artigo do meu amigo José Almada (Zé Almada) com o título curioso “O ano de todas as eleições, do fim das ilusões e da procura das soluções, num ambiente de um presidente, um governo e uma maioria autárquica“, que ao ler fiquei atónito e interrogando, se na realidade andamos todos a falar do mesmo país, aliás se temos vivido todos no mesmo Cabo Verde.

Por: Jorge Fonseca


De qualquer modo, o meu propósito com este artigo não é analisar a crónica do articulista, nem saber da bondade dos seus propósitos, mas sim pegar nessa sua “deixa” e, com o meu ponto de vista, debruçar sobre o discurso ”inócuo” que  vai  ecoando pelo país fora, pelas penas e vozes de setores ligados à nova maioria governativa, saída do “ano de todas as eleições”; mas antes queria distinguir a maioria governativa e seus simpatizantes da maioria vencedora das eleições. Nesta última categoria, mais abrangente, incluem­se milhares de cabo­verdianos que, serenamente, souberam fazer a escolha que no seu entender fazia sentido em 2016, uma mudança e um renovar das energias para que Cabo Verde continue a crescer e  a desenvolver, para bem e proveito de todos os seus filhos.

Mas voltando àquilo que me despertou atenção no artigo do Zé Almada, a introdução, com  um  discurso  horripilante  e sombrio, utilizando suas palavras “o triste retrato de Cabo Verde, país de desemprego, super­endividado, com ilhas a perderem populações, de crime, de cidades tumultuosas com bairros de guetos onde nem a polícia entra” e terminando “é  esta a herança que os novos governantes receberam. Poderia ser pior?”. Um discurso recorrente no seio de quem vai governar o país, que ao olhar para trás, para os últimos quinze anos, não vê no país nada de bom, nada de positivo, apenas uma árdua tarefa de desmantelar e começar de novo.

É realidade e verdade sim, que dos quinze anos de governo do PAICV cometeram­se erros, e por vezes escusados e, por  vezes ainda, em exagero.

É realidade e verdade também, que parte da liderança, dessa maioria que governou o país, nos últimos quinze anos, a partir de determinada altura, tornou­se arrogante, narcisista e altiva. Aliás, talvez a maior fraqueza das lideranças do PAICV tenha sido a vaidade e não terem governado para produzir legado, focado no eu. Só produz legado aquele que é capaz de ser sábio, mas também humilde e generoso – infelizmente, estes três adjetivos não fazem parte da matriz da nossa (cabo­  verdiana) escola de lideranças. À custa disso, o PAICV recebeu a avaliação que recebeu e a nota que mereceu, devendo  voltar às origens, recompor­se, penitenciar e reerguer­se.

Mas a maioria que acabou de ganhar a confiança dos cabo­verdianos, deve manter­se alerta e não deixar­se iludir e envaidecer sob pena de cair na mesma armadilha do seu antecessor. Certamente têm todos bem presente o que havia de mais enfadonho e oco no último mandato do PAICV, a cassete encravada no gravador dos anos noventa, pelo que uma manutenção, conveniente, do magnetofone nos pouparia a todos de mais uma dose, deprimente, de rádio­novela sobre os primeiros quinze anos do novo século. É importante lembrar que o PAICV não governou sozinho; o MpD governou a maioria das câmaras municipais do país, pelo que também tem parte nos sucessos e insucessos dos últimos 15 anos. Por exemplo, a política de segurança é tarefa do governo central, mas é tarefa também de quem governa o município. Um bom autarca é aquele que cuida do ordenamento do seu território, zela para o seu município ser o mais limpo, ter as melhores escolas, bons centros de formação profissional, fomenta o desenvolvimento das artes, o desenvolvimento empresarial, a criação de empregos, mas também colabora com as autoridades centrais para que o município seja seguro, estimulando, deste modo, a fixação e atracção de novas populações.

Contudo, o que se vê, em todos os municípios de Cabo Verde, sejam os governados pelo MpD, sejam aqueles governados pelo PAICV, é a implementação de políticas populistas, que só têm servido para manter o povo refém dos caudilhos, numa relação perversa em que o voto se transforma num bem transacionável, com a balança a pender sempre para o lado dos caciques dos partidos.

Eu que vivi os últimos vinte e dois anos, em Cabo Verde, no Sal, vi: um país transformar­se, um país a instruir­se, novas estradas, aeroportos, portos, escolas, hospitais, centros de saúde, novos hotéis, novos resorts, novas avenidas, mais energia, mais água, iluminação pública, estrada de duas vias (Espargos­Santa Maria), um parque automóvel como nunca sonhámos, Cabo Verde passar a receber mais de 500.000 turistas ano (em 2000 recebíamos 148.000).

Falando de Turismo, quantas vezes eu vi o meu amigo, articulista, no Sal, em fóruns de turismo, por vezes ao lado daqueles que mandavam calar os críticos da forma desenfreada como o património (terrenos) público era distribuído e alienado, sem critérios, nem transparência, mas também como promotor de projectos de turismo, que certamente, e na nossa juventude, enquanto estudantes em S. Vicente e mais tarde em Portugal, nunca imaginámos ver em Cabo Verde, mormente com o articulista como promotor, eram tempos de sonho, é verdade, de ilusões, que a crise deu um abanão, mas não, não deixemos morrer os sonhos, não deixemos morrer as ilusões, são eles a energia do empreendedor. O empreendedor que há dentro do Zé, não pode ser sufocado, não pode calar­se, por um discurso pessimista, de desalento, há que continuar, corrigir o que precisa ser corrigido, mas aproveitar tudo que de bom os caboverdianos construíram.


Participamos todos nesta obra, a dívida é de todos, vamos pagá­la juntos, mas as fotos de barragens cheias de  água, postadas nas redes sociais, com orgulho, pelas gentes de Santo Antão e Santiago, são também nossas alegrias a serem partilhadas com o mundo.

Há empresas em situação difícil sim, TACV por exemplo, há problemas com “casa para todos”,  pessoalmente  nunca concordei com esse projeto, também é verdade, há proliferação de bairros de lata na cintura das nossas cidades, o desemprego é crónico, em especial o desemprego jovem, um dos maiores desafios de governantes do mundo inteiro no século XXI. A segurança é um desafio global, mas novo em Cabo Verde, não tenhamos ilusões, é um problema novo, que ocorreria com qualquer partido que governasse Cabo Verde, nesta etapa do nosso desenvolvimento, e é um desafio futuro de todos os governos, seja de que cor política for.

A propósito de segurança, nos idos anos oitenta, um professor (brasileiro) na minha faculdade (economia), em Lisboa, um dia comigo em conversa, disse­me, “Visitei Cabo Verde, a cidade da Praia daqui por uns anos vai ser como o Rio de Janeiro, violência, assaltos e assassinatos vão ser alguns dos grandes problemas do futuro”, ao que lhe retorqui, “Impossível”, e o professor doutor, disse­me “O modelo de desenvolvimento que estão implementando vai produzir muita desigualdade e com isso não têm safa”.

Pois é, meu caro Zé, a desigualdade é o maior dano que nos quarenta anos de independência se produziu na sociedade cabo­verdiana, independentemente de quem tenha governado, essa é a grande herança, nociva, que os governos de PAICV  e MpD deixaram com as suas políticas e o modelo de desenvolvimento implementado, sobretudo nos últimos vinte e cinco anos de Democracia.

Portanto, combater a insegurança, o crime, o desassossego, não vai ser tarefa fácil, nem de solução mágica, a luta passará seguramente pelo combate à pobreza, diria à miséria, que quer tempo, recursos, e ideias inovadoras, o que requer o  concurso de todos. Assim, os tempos não são de triunfos, nem de velhas políticas sectárias, mas de entendimento, de inclusão, de sabedoria, de humildade e de generosidade.

A generosidade fará com que estendamos a mão aos vencidos para juntos olharmos para um futuro que é das novas gerações, mas também daqueles que construíram o passado, esse passado que devemos sentir­nos todos orgulhosos e revermos, nele, um Cabo Verde que brilhou e brilha. O trabalho das sucessivas gerações do pós­independência não foi em vão; cometeram­se erros, é certo, mas ficaram as sementes, e porque não, as boas obras.

O mundo mudou, estamos hoje inseridos num mundo global, dinâmico, e veloz, pelo que o desafio futuro é libertar o cabo­ verdiano da sombra do Estado, e é essa sombra cada vez mais curta, que assusta os empresários, os licenciados, os funcionários públicos, os deserdados que os políticos e as políticas vão habituando a viver de mão estendida, sobretudo,  como os párias do sistema.

Na minha opinião, neste ano de todas as eleições, o povo mais do que dizer não ao PAICV disse não à velha política, e o PAICV com as suas quezílias internas acabou por ser o rosto mais visível dessa velha política, mas creio que o “não” dos eleitores o é também para todos os caudilhos locais, deste país, que devem entender a mensagem e mudar o rumo das suas atitudes.

Mudar de rumo, é também olhar para trás, fazer a análise do percurso efectuado, ter a humildade de reconhecer o trabalho do outro, valorizar tudo que de bom foi feito, aprender com as vitórias e os erros passados e galvanizar o povo para prosseguir a caminhada.

A nova largada, num mundo novo, de competição global, da era digital, requer mais agilidade, mais preparação, criatividade, lideranças fortes, competentes e capazes de incluir e galvanizar a equipa, de transformar as dificuldades em oportunidades, contrariamente ao discurso lamecha, pessimista, mas também arrogante e presunçoso de quem sabe tudo e tem, no bolso, a solução para tudo.

Eu sou pelo otimismo, Cabo Verde está preparado, em todas as áreas temos gente capaz, nos últimos quarenta anos produzimos valor, há quadros bem preparados, há recursos e abundantes, só nos falta “mudar o chip e o software”. Se conseguirmos na plataforma um presidente, um governo e uma maioria autárquica instalar o software do século XXI, então sim, teremos as soluções encaminhadas.

Sal, 12 de Outubro de 2016
in A Semana - 30.10.16

Sugerido por Adriano M. Lima

[9862] - EVOLUÇÃO HUMANA...

Nº 2 -SOBREVIVER

Evoluir significa desenvolver. Nós, seres humanos, gostamos de pensar que temos evoluído de forma maciça. Mas temos realmente?  Estes desenhos certamente dão-nos algumas pistas de reflexão. Eles farão rir também, mesmo que seja o riso do desconforto!


Sugestão de Adriano M. Lima


[9861] - O MAIS ANTIGO...


Trata-se do sinal de trânsito mais antigo de Lisboa, na Rua do Salvador, n.º 26, em Alfama. É uma placa que data de 1686 e mandada afixar por D. Pedro II para orientar os coches e carroças passavam por esta rua estreita:

 ANO DE 1686

SUA MAJESTADE ORDENA QUE OS COCHES, SEGES

E LITEIRAS QUE VIEREM DA PORTARIA

DO SALVADOR RECUEM PARA A MESMA PARTE

 Ou seja, que viesse de cima perdia a prioridade em relação a quem subisse.

Esta rua, que foi muito importante há quatro séculos, quando ligava as portas do Castelo de São Jorge à Baixa, hoje em dia é uma pequena travessa cheia de prédios arruinados entre a Rua das Escolas Gerais e a Rua de São Tomé. A meio da pequena subida há um edifício fora do alinhamento dos restantes que a estrangula. No tempo de D. Pedro II este estreitamento era causa de muitas discórdias entre quem subia ou descia a rua. Se dois se encontrassem a meio, nenhum queria ceder a passagem uma vez que era tarefa difícil fazer recuar os animais. Consta que chegou mesmo a haver lutas e duelos, com feridos e mortos.

Para evitar a discórdia, foi publicado então um édito real estabelecendo a prioridade a respeitar em tal situação.

tags: "henrique salles da fonseca", história
Sugerido por Valdemar Pereira






[9860] PULSEIRA BPI CASH...

[9859] - DIA DAS BRUXAS...


domingo, 30 de outubro de 2016

[9858] - CARTA DE SANTO ANTÃO...



Hoje iremos até Fajã dos Cumes, na ilha de Santo Antão, com uma sua filha, a Natalina Andrade.

INQUIETUDES DE UMA MENINA DE
FAJÃ DOS CUMES

Se está agora intrigado a pensar onde será que fica este lugar de nome estranho, adianto-lhe que não vale a pena procurar no mapa pois não consta.

Uma pequena aldeia algures no interior de Santo Antão. O nome é Fajã dos Cumes, mas por ficar tão longe e acima das outras zonas habitadas, alguns chamam-lhe, ironicamente, de Pé d' Neva...

Umas poucas famílias ainda habitam parte das casas. Outras, estão fechadas. Escuras. E ninguém mais lhes bate a porta. Os donos morreram, ou foram “resgatados” pelos filhos que se aventuram em outras paragens. São Vicente e Santiago são as mais procuradas a nível nacional.

Pois, a idade não perdoa; a saúde e a força nos músculos que outrora permitiam percorrer todas aquelas montanhas já não estão para tal.

A sua pouca gente não justifica a construção de uma estrada e os políticos só vão lá dar beijinhos e abraços às pessoas nas vésperas das eleições.

Na minha imaginação já ouvia os motores dos carros a passar pela nossa porta, quando a minha avó me dizia: “Os teus netos hão de encontrar uma estrada pelo menos até metade do caminho”. E eu, na minha doce ignorância, respondia: “Eu mesma hei-de ver esta estrada Vó, um dia há-de chegar a nossa porta”. E ela sorria. No fundo, sabia que não.

Na época eramos muitos os que desciamos todos os dias para Coculi onde fizemos o ensino secundário. Tínhamos duas opções. Na verdade duas possibilidades financeiras: fazer a pé a trajetória até Manuel Ribeiro onde termina e estrada de João Afonso para apanhar o transporte até Coculi, ou então fazer toda a trajetória a pé.

O relógio despertava-me todos os dias às 5:30 de manhã, porque em Fajã o TGV ainda é um burro e a caminhada para a escola é feita num avião a velocidade da luz chamado pé. Pontualmente a saída de casa era às 6:30.

Nos tempos em que o dia amanhece mais tarde eramos obrigados a usar lâmpadas para ver por onde andar. E lá íamos nós. Não era fácil, mas estudávamos. Era raro um aluno de Fajã dos Cumes repetir um ano. Doía a espinha só de imaginar andar tudo aquilo dois anos repetidos. O destino foi quase o mesmo para todos nós.

Terminar o 12º ano e sair de Fajã. Estudar ou trabalhar. Não por desapego ou repúdio ao nosso berço. Jamais. Mas porque ali não víamos a esperança de um futuro diferente do dos nossos pais. E na verdade, porque ainda sonhavamos dar um futuro melhor para eles. Em 2012 fiz-me ao mar rumo á São Vicente. Uma partida necessária.

Na mala trazia a tristeza de deixar para trás parte da família e amigos. Mas também a alegria de estar a traçar novos caminhos. Na esperança de que tudo só iria mudar para melhor a partir daquele dia. Hoje, inquieta-me saber que os problemas que deixei com o meu povo continuam estagnados. Ou se mudam, é para pior. Sem iluminação pública, caminhos instáveis para serem trilhadas à noite para socorrer um doente. Emfim, mas o meu povo continua lá. E eu aqui, ainda espero que alguém possa olhar por eles.

Por enquanto, apetece-me tirar um fim de semana no meu berço que não é de ouro mas amor não falta, o meu Fajã dos Cumes. Ouvir os concelhos do tio Domingos (o mais velho da zona e tio de toda gente) e respirar um pouco de ar puro.

Mesmo que para isso eu tenha que subir, a pé, toda aquela montanha que me ajudou a ser gente.

Espero que tenha gostado . Até para a semana.

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[9857] - CATCHÔR DI DÔS PÊ...

".....desde o ano passado, há duas Escolas em Chã de Cemitério que vêm ensinado aos alunos o Alupek como sendo, no falar do doutrinador-mor "Marsinu", o nosso "Lingu Maternu"... Este fundamentalista, lá do alto da sua arrogância, apelida os que se opõem a esta estupidez, de Catchor de 2 pés, e outros epítetos muito em voga no período que antecedeu a independência...."

(Respingado de uma crónica de Eduardo Monteiro)

[9856] - OPINIÃO INSUSPEITA...

ÀCERCA DA TEIMOSIA SECTÁRIA DE QUERER TODOS OS CABO-VERDIANOS A FALAR O CRIOULO DE S. TIAGO, TRANSCREVO UM PONTO DE VISTA APANHADO NO FACE-BOOK E QUE ILUSTRA, DE FORMA ,LINEAR, UM PONTO DE VISTA DIAMETRALMENTE OPOSTO...

DAVIDE MANCINI

 La diversità di idioma è un valore prezioso da preservare con gelosia a rispetto degli avi e dei posteri. Grave colpa cancellare la storia. Mi permetto un ulteriore analisi riguardo i veri valori da tutelare a denti stretti. Mi riferisco ai pescatori e la loro immensa conoscenza dei fondali marini e le sue inimmaginabili varianti. Come i gondolieri di Venezia....

[9855] - S.VICENTE - GOVERNO REGIONAL ?!...

O deputado João Gomes, do MpD, quer ser presidente do Governo Regional de S.Vicente, dizem colegas seus de partido. Segundo estes, o também coordenador concelhio do partido já admitiu, “numa espécie de fuga em frente”, a sua pretensão de presidir à Comissão Instaladora do Governo Regional da ilha (CIGRSV). Entretanto, a respectiva lei ainda está em fase de elaboração e deve ser apreciada, dentro de dias, em Conselho de Ministros. Prevê-se que até o final de Novembro será apresentada à Assembleia Nacional para efeito de debate e aprovação.
A lei da regionalização está sobre a mesa e a chefia do futuro Governo Regional de S.Vicente desperta apetites entre os dirigentes do MpD, mas é João Gomes o primeiro a manifestar junto de dirigentes ventoinhas a sua vontade de disputar aquele posto.

«Djone» que já terá dado a conhecer, aos pares emepedistas, a sua intenção de presidir à Comissão Instaladora do Governo Regional de S. Vicente (CIGRSV), estará com isso a antecipar-se na corrida ao cargo de presidente do Governo Regional.

A instalação do primeiro governo regional em S.Vicente vai servir de experiência-piloto, a ser depois generalizada em todo o Cabo Verde.

Por enquanto tudo está em aberto e posições antagónicas estão em debate. Por um lado, há quem defenda que na lei da regionalização deve constar a proibição aos membros da Comissão Instaladora das Regiões de virem a concorrer aos órgãos dessas autarquias supramunicipais, como defende um dirigente ventoinha sob anonimato. Opinião bem diferente tem um outro responsável concelhio ouvido por este jornal, para quem a lei deve permitir que pessoas com experiência – presidente da CIHRSV é uma delas – se posicionem e será o povo a decidir de forma livre através das urnas. O presidente do Governo Regional será equiparado à figura de Secretário de Estado.

A fazer fé nas nossas fontes, tudo indica que João Gomes, que é advogado de profissão, quer jogar na antecipação. Apesar de não ter experiência de gestão camarária, Gomes — com quem não foi possível chegar à fala, porque no fecho desta edição se encontrava fora de Cabo Verde — tem um longo percurso como autarca. Foi presidente da Assembleia Municipal de S. Nicolau (no consulado do grupo independente Juntos Por S.Nicolau sob o ex-Edil Benvindo Oliveira) e chefiou também a AM de S.Vicente suportada pelo MpD, durante as presidências de Isaura Gomes e Augusto Neves. Além disso, Gomes está ligado ao movimento cívico de Mindelo que luta pela regionalização.

Mesmo assim, há quem prefira outras figuras com muito mais traquejo e peso políticos para assumir a função máxima no Governo Regional de S.Vicente. «O presidente do Governo Regional de S.Vicente tem que ser um homem de conhecimento, de controlo emocional e um político com traquejo e provas dadas. Deve ainda, entre outros tributos, dominar a língua (oficial e outras), principalmente as estrangeiras mais importantes como Inglês e Francês. Não creio que João Gomes reúna todos esses requisitos», comenta uma fonte ligada ao Grupo de Reflexão sobre a Regionalização (GRSR).

Lei e regionalização

Entretanto, a lei sobre a regionalização está quase pronta e, assevera a nossa fonte, deve em breve subir para discussão no Conselho de Ministros. Depois será socializada a nível da sociedade civil e seguirá para debate e aprovação final no parlamento, até fins de Novembro.

A deitar alguma água na fervura, os juristas fazem lembrar que a passagem desse projecto de lei no parlamento vai exigir o voto expresso de pelo menos dois terços de deputados em efectividade de funções – maioria qualificada. Ou seja, tudo está em aberto e a depender sobretudo do entendimento entre o governo e o PAICV. Isto quando se sabe que a líder paicevista na oposição, Janira Hopffer Almada, tem condicionado a regionalização a um referendo prévio.

Conforme fontes do partido no poder, a lei sobre a regionalização começará a ser implementada com o Orçamento Geral do Estado de 2017, que vai contemplar uma verba para a montagem da Comissão Instaladora do Governo Regional de S.Vicente. Para a nossa fonte, a generalização do processo coincidirá com a eleição dos primeiros governos regionais, que se espera concretizar a partir de 2021.

Segundo envolvidos nesse dossier, além do Presidente, a Comissão Instaladora do Governo Regional terá mais tês ou quatro integrantes equiparados a directores-gerais. Devem ocupar-se de várias áreas que não são de soberania. São os casos do mar e pescas, agricultura e integração regional. Isto sem contar com a educação, família, ambiente, saúde, reabilitação urbana, economia, turismo e relações com a diáspora de cada ilha ou região.

Um elemento do Grupo de Reflexão sobre a Regionalização, com sede em S.Vicente, faz questão de salientar que se prepara para trabalhar com o Governo da República na implementação dessa medida. «O Grupo de Reflexão Sobre a Regionalização quer e está a trabalhar para integrar a Comissão Instaladora do Governo Regional de S.Vicente. A figura do presidente do Governo Regional vai ser também socializada com o grupo de reflexão».

 A Semana
30-10-16

[9854] - M A N I F E S T O ...



Cabo Verde é um país de uma cultura rica e diversificada. Um país com uma história que devia ser contada com orgulho e conhecimento, mas que continua apagada e ignorada. Aliás temos uma história abrangente e universal que carece da promoção governamental. Enquanto ignoramos as nossas potencialidades históricas e culturais, os sucessivos governos de casmurros arrogantes continuam apoiando a promoção do Alupek, insistindo no seu ensino a nível nacional, desrespeitando a tudo e todos nas outras ilhas onde as variantes do nosso idioma crioulo são diferentes e escrevem de formas diferentes. Aliás, os promotores do Alupek continuam ganhando terreno com as suas mentiras de que cada cidadão falará e escreverá o crioulo como bem entender. Com esta desgraçada conivência do Governo em forçar as crianças das outras ilhas a estudar, escrever e falar o Alupek nas classes (chamadas de aulas experimentais), estamos a destruir o que faz parte da nossa diversificada cultura nacional, com 9 ilhas habitadas e variantes diferentes em cada ilha. 
Agora perguntamos: Mas, afinal, se cada um deve continuar a escrever e falar o seu variante crioulo porque carga de água as crianças de São Vicente terão que ser educadas em aulas com livros escritos em Alupek? Que raio de país é este nosso país onde alguns de uma ilha tentam a todo custo impor as suas vontades linguísticas nas populações das restantes 8 ilhas habitadas? Porque razão os professores em Mindelo têm que usar, (sem saber as pronúncias corretas dessa invenção estúpida), o dialeto de Santiago para ensinar alunos de São Vicente, sabendo de antemão que as duas variantes do crioulo são totalmente diferentes? Onde foi parar o orgulho dos são-vicentinos, para se deixarem ser manietados desta forma? Espero que tanto os professores de São Vicente como os das outras ilhas sejam homens e mulheres capazes e determinados e que os pais e encarregados de educação desses alunos saibam exigir o ensino de línguas estrangeiras desde a primeira classe em vez desta invenção absurda de um grupo de Santiaguenses que estribam nas amizades políticas para imporem as suas ideias absurdas e de arrogâncias daninhas e que estão destruindo esta nossa corrupta e violente sociedade.

Silva Antonio, Fidélia Silva, José Fortes Lopes, José Manuel Almada Dias, Nuno Andrade Ferreira, Julio Lopes, Herminio Duarte Monteiro, Antonio Pedro Rosa, António Alte Pinho, Lena Gomes, Valdir Alves, Pedro Pedro Ben'Oliel Chantre, Benvindo Chantre Neves, David Leite

sábado, 29 de outubro de 2016

[9853] - ESPECTACULAR...

Com a única e honrosa excepção do Valdemar Pereira, ninguém ligou nenhuma ao Post Nº 9846, mau grado o pedido de "socorro" que tentámos emprestar ao Post Nº 9848...
Afinal, tratava-se apenas de ler um texto com  cerca de 270 palavras a que, mau grado o seu conteúdo coerente, faltava algo de absolutamente insuspeito... Efectivamente, o autor - desconhecido - conseguiu juntar essas cerca de 270 palavras dizendo coisa com coisa e sem utilizar a letra...A!
É verdade! A espectacularidade da questão está, precisamente na extraordinária habilidade de alguém conseguir fazer-se entender sem usar uma das letras - uma vogal - mais importantes do nosso liguajar... Imaginem só que este pedaço de prosa de, apenas, 12 linhas, necessitou da letra "a" para ser entendivel, mais de 70 vezes! Foi pena que não se tenham apercebido do quanto isto poderia ter sido motivo de interessantes congeminações... Fica para a próxima! 
Zito Azevedo.

[9852] - OBEDIÊNCIA CEGA...

     (Sugestão de Valdemar Pereira)

[9851] - HORA DE INVERNO...


ESTA MADRUGADA, QUANDO FOREM
02H00, ATRASE OS SEUS
RELÓGIOS PARA A
01H00

[9850] - OS BLOGS DO ANO...

16.000.000 DE VISUALIZAÇÕES
DESDE 2013...
PARABÉNS!!!

[9848] - ESPECTACULAR!!!

GOSTARÍAMOS DE FAZER AQUI UMA CHAMADA DE
ATENÇÃO PARA O POST Nº 9846 QUE APENAS REGISTOU
22 VISUALIZAÇÕES...
FAÇAM DE CONTA DE QUE ISTO É UM DAQUELES
CONCURSOS DO "PRAIA-DE-BOTE", EMBORA SEM
RAMOS DE ACÁCIA COMO PRÉMIO...
LEIAM O TEXTO E "ADIVINHEM" O QUE É QUE
 ELE TEM DE ESPECIAL PARA PODER MERECER O ATRIBUTO DE ESPECTACULAR... OBRIGADO!

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

[9848] - MORRENDO DE MORTES VÁRIAS...

A primeira cruzada decretada pelo Papa Urbano II teve o objectivo duplo de auxiliar os cristãos ortodoxos do leste e libertar Jerusalém e a Terra Santa do jugo muçulmano...   Seguiu-se um conjunto de acções bélicas de inspiração religiosa protagonizadas em várias cruzadas que partiram da Europa comandadas por Reis e outros nobres sendo mais famosa a cruzada de 1101.
Em 1975, com a independência formal do país sob a batuta de Pedro Pires, deu-se inicio â reconstrução do país, tendo-se iniciado, também, as nossas cruzadas... Cruzadas a partir da capital contra S. Vicente, nos seis meses que se seguiram à independência,quando o Governo do então 1º ministro já tinha posto a nossa ilha de rastos: o movimento comercial havia desaparecido, com a criação da EMPA que detinha o monopólio de importação de bens de primeira necessidade, de materiais de construção, etc.. Todo o movimento comercial até então feito pelos privados passou para as mãos da referida empresa, e os movimentos de cabotagem e navegação internacional até então feitos no Porto Grande, foram paulatinamente transferidos para o Porto da Praia, desferindo-se um golpe letal na economia de S. Vicente.
De transferência em transferência chegou a vez dos barcos de cruzeiros  se irem embora de S. Vicente... Todo o discurso do Director da Autoridade Turística sobre o Turismo de Cruzeiros, tem como objectivo atingir, uma vez mais, a martirizada ilha de S. Vicente... Não sou contra a medida, mas será que não se vai repetir tudo a que temos assistido ao longo desses 41 anos que contamos como país independente?
,
Assinala-se no próximo dia 13 de Novembro, o dia do Desporto Cabo-verdiano, sob o lema " Mais Olimpismo, por uma Nova Pedagogia do Desporto". Não conseguem, no entanto, esconder as politicas persecutórias , discriminatórias , movidas contra S. Vicente...Refiro-me à atleta Sofia Reis, uma jovem oriunda do Madeiral , S. Vicente, que actualmente treina nos Estados Unidos, graças a uma bolsa do Comité Olímpico Internacional (COI), e  que em 4 anos coleccionou 12 medalhas sendo: sete de ouro, três de prata e duas de bronze, na modalidade de "Taekwondo" mas cujos feitos são silenciados enquanto soam trombetas na recepçãoa  os atletas que defenderam as cores de de Cabo Verde, no Brasil, como o Graciano Barbosa que conquistou uma única medalha... Que fique pois, claro, que os atletas de S. Vicente não podem representar Cabo Verde: são previamente excluídos e impedidos de participarem nas competições internacionais. - Eduardo Monteiro

[9847] - COERÊNCIA...




DIRECTOR DO
DEPARTAMENTO DE
FEBRE AMARELA
DA
UNIÃO AFRICANA
MOMENTOS ANTES DE
EMBARCAR
PARA ANGOLA!

(Sugestão do
Valdemar Pereira)

[9846] - ESPECTACULAR...

ESTÁ MESMO GENIAL !!! SÓ COM A LÍNGUA PORTUGUESA SE PODE ESCREVER ASSIM ....

Tem  que saber ler com paciência. Óptimo exercício!

O que falta no texto?

Tente descobrir...Amanhã desvendaremos o mistério!

...oooOooo...


Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo.

Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento.

Trechos difíceis se resolvem com sinónimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo.

Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.

Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?

Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.

Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores.

Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.   

Então, descobriu o que é que falta?

(Sugestão do Tuta Azevedo)

[9845] - EVOLUÇÃO HUMANA...

Evoluir significa desenvolver. Nós, seres humanos, gostamos de pensar que temos evoluído de forma maciça. Mas temos realmente?  Estes desenhos certamente dão-nos algumas pistas de reflexão. Eles farão rir também, mesmo que seja o riso do desconforto!

Nº 1 - A ESCRITA...

(Sugestão de Adriano M. Lima)


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

[9844] - A FACE OCULTA DA SOLIDARIEDADE...


Programa de luta contra a fome.
Nada é o que parece.
VEJAMOS:


Decorreu mais uma ação, louvável, do programa da luta contra a fome, mas....façam o vosso juízo!
Recolha em hipermercados, segundo os telejornais,  2.644 toneladas !
Ou seja, 2.644.000 Kilos.
Se cada pessoa adquiriu no hipermercado 1 produto para doar e se esse produto custou, digamos, € 0.50 (cinquenta cêntimos), repara que:
2.644.000 kg x 0,50 € dá 1.322.000 € (1 milhão, tresentos e vinte e dois mil euros), total do que as pessoas pagaram nas caixas dos hipermercados.
Quanto ganham???: O estado, 304.000 €(23% iva) o hipermercado, 396.600 € (margem de lucro média de cerca de 30%).
Nunca tinhas reparado, tal como eu, quem mais engorda com estas campanhas!!!
Devo dizer que não deixo de louvar a acção da recolha e o meu respeito pelos milhares de voluntários...
MAS, HÁ MAIS....
É triste, mas é bom saber...
> Porque é que os madeirenses receberam 2 milhões de Euros da solidariedade nacional, quando o que foi doado foram 2 milhões e 880 mil?
> Querem saber para onde foi esta "pequena" parcela de 880.000 € ?
> A campanha a favor das vítimas do temporal na Madeira, através de chamadas telefónicas é um insulto à boa-fé da gente generosa e um assalto à mão-armada.
> Pelas televisões a promoção reza assim: Preço da chamada 0,60 + IVA.  São 0,72 no total...
> O que por má-fé não se diz é que o donativo que deverá chegar (?) ao beneficiário madeirense é de apenas 0,50!
> Assim, oferecemos € 0,50 a quem carece,  mas cobram-nos € 0,72,.. Mais € 0,22 ou seja, 30 %...
> Quem ficou com esta diferença?
> 1º - a PT, com € 0,10 (17 %) isto é, a diferença dos 50 para os 60.
> 2º - o Estado, com € 0,12 (20 %) referente ao IVA sobre 0,60.
> Numa campanha de solidariedade, a aplicação de uma margem de lucro pela PT e da incidência do IVA pelo Estado são o retrato da baixa moral a que tudo isto chegou.
> A RTP anunciou, com imensa satisfação, que o montante doado já atingiu os 2.000.000 de euros...
> Esqueceu-se de dizer que os generosos pagaram mais 44 % ou seja mais 880.000 euros divididos
> entre a PT (400.000 para a ajuda dos salários dos administradores) e o Estado (480.000 para ajuda ao reequilíbrio das contas públicas e para os trafulhas que por lá andam)...
> A PT cobra comissão de quase  20 % num acto de solidariedade!!!
> O Estado faz incidir IVA sobre um produto da mais pura generosidade!!!

> ISTO É UMA TOTAL FALTA DE VERGONHA, SOB A CAPA DA SOLIDARIEDADE... É BOM QUE O POVO SAIBA QUE ATÉ NA CONFIANÇA SOMOS ROUBADOS.

> ISTO É UM TRISTE ESBULHO DA BOLSA E DO ESPÍRITO DE SOLIDARIEDADE  DO POVO PORTUGUÊS!!!

 DENUNCIA!

  "O que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons."


Autor desconhecido.
Sugestão de Tuta Azevedo





[9843] - R E P R I S E ...

PORQUE PARECE TER PASSADO
DESPERCEBIDO, REPETIMOS AQUI
O POST Nº 9834...




[9842] - A PEDRADA-BOOMERANG...


Encontram-se reunidos desde  segunda-feira, 24 do corrente mês, os deputados da Nação e o Governo para discussão e análise do Estado da Justiça e Segurança em Cabo Verde.
No dia de ontem, no período de tarde, os deputados eleitos da Nação colocavam questões ao Governo nas pessoas dos ministros ali presentes. problemas que afectam a vida do seu eleitorado. Todos os deputados das ilhas, em especial os dos municípios de Santiago Norte, desfiaram um rosário de dificuldades que enfrentam as populações das zonas que representam, falando de economia, saúde, educação, desemprego, habitação, fornecimento de água e electricidade, etc., mas não se ouviu uma única palavra dos nossos ilustres representantes nem dos deputados da situação, e nem tão pouco dos da oposição, sobre  a realidade socio-económica de S. Vicente. Mas, eis que aparece um deputado da nação, não eleito pelo circulo eleitoral de S. Vicente, julgo eu, de nome José Carlos Silva ou Luís Carlos Silva (confesso que não percebi o nome do rapaz) perguntando ao Sr. ministro da economia, José Gonçalves, acerca da privatização da Cabnave, dos Portos da Praia e do Mindelo e do Bunkering,  o que é que o governo tem feito ou tenciona fazer nestas matérias, acrescentado que a Praia tinha e tem que se interessar mais por S.Vicente...  Ouvidas as explicações do Sr. Ministro, a deputada Filomena Martins pede a palavra ao Sr. Presidente da Assembleia para interpelar a mesa, pelo facto de não concordar que o jovem Silva tenha mencionado a expressão  "pressionar a Praia" e que o regulamento é bem claro: a pergunta tem ou devia ser concreta e objectiva! 
S. Vicente, que já atingiu o limite da asfixia económica e da degradação social, devia ser a prioridade das prioridades do País e requer soluções económicas urgentes. 
A Filomena, assim como os colegas deputados (paicv, mpd e ucid) eleitos pelo circulo eleitoral de S. Vicente estão no Parlamento para defender os seus partidos, os seus tachos, o enriquecimento pessoal e se promoverem socialmente... Servem-se da politica para as suas realizações pessoais e não para servi-la. (Eduardo Monteiro) - FaceBook

[9841] - MARCELO & FIDEL...


[9840] - ENTREGAR O OURO AO BANDIDO...

– Documentos sugerem que a exploração das Salinas de Pedra de Lume pelo grupo Stefanina é ilegal.

...oooOooo...

Em cada ano um montante a rondar os 900 mil euros é arrecadado da bilheteira das Salinas de Pedra de Lume: são cerca de 500 visitantes diários daquele que é um dos mais importantes pontos turísticos do país, reserva natural e uma das Sete Maravilhas de Cabo Verde.

Exploração turística das Salinas de Pedra de Lume: Estado de Cabo Verde entregou ‘mina de ouro’ a um privado 
As Salinas de Pedra de Lume, eleitas Património Histórico e Cultural de Cabo Verde e candidatas a Património da Unesco pela singularidade de se situarem dentro da cratera de um vulcão, não passam, na realidade, de património privado.

A Turinvest Holding SA, cujo presidente do conselho de administração (PCA) é o conhecido empresário Andrea Stefanina, garante que detém todos os direitos legais de exploração das salinas e de vários outros terrenos que vão de Feijoal a Parda, na povoacão de Pedra de Lume.

A verdade é que o Governo de Cabo Verde entregou, quase que de mão beijada, a um privado a exploração de uma autêntica ‘mina de ouro’ que rende ao seu administrador perto de cem milhões de escudos cabo-verdianos em cada ano, mas sem que a comunidade envolvente e a ilha do Sal sejam beneficiadas com a mais ínfima percentagem desse montante................................................................
...................................................................................................................................................................(CONSULTE ESTE ARTIGO, NA ÍNTEGRA, NA EDIÇÃO DE HOJE DO "A SEMANA")

[9839] - PAICV VERSUS ABRAÃO VICENTE...

O PAICV reagiu esta manhã, em conferência de imprensa na Cidade da Praia, à forma como vêm sendo geridos os dossiers do Ministério da Cultura. “Apreensivo”, o partido da oposição quer que o primeiro-ministro  garanta junto do ministro da Cultura mais responsabilidade no tratamento de questões de Estado

...oooOooo...

Na origem da apreensão e indignação do PAICV estão as medidas que vêm sendo tomadas pelo ministro Abraão Vicente e que Vera Almeida, em representação do partido, caracterizou como enquadradas numa “perspectiva negativa e destrutiva dos ganhos, no domínio da Cultura, alcançados desde que Cabo Verde é um Estado Independente”.
“ Na perspectiva do Governo do MpD, através desse governante, tudo o que foi feito em Cabo Verde nos últimos anos, e com o concurso de muitos profissionais da área, deve ser destruído, sem qualquer consciência das consequências negativas para o sector e para o país”, declarou a dirigente tambarina, que listou os organismos e estruturas extintos pelo ministro – caso das curadorias, do Ballet e Orquestra Nacional, etc. – como exemplos de que “quase tudo” no sector da cultura tem sido “zerado”.
O PAICV também se insurge contra o discurso que Abraão Vicente tem tido na Comunicação Social, acusando o governante de afirmações “irresponsáveis e ligeiras” e de não defender qualquer visão alternativa ou apresentar quaisquer medidas inovadoras.
A forma como o ministro vem gerindo o dossier de candidatura da morna a Património Imaterial da Humanidade também mereceu o repúdio dos "tambarina", que consideram contraditórias as afirmações do mesmo – que alegadamente terá negado ter encontrado um dossier relativo a essa candidatura, para em outra ocasião assumir ter encontrado um dossier incompleto – e  considera ainda insultuoso para os quadros cabo-verdianos que trabalharam no dossier o facto de Abraão Vicente montar nova equipa para trabalhar a candidatura e ter, supostamente, contratado uma assessoria internacional.
O caso do alegado plágio ocorrido no concurso para criação da logomarca da candidatura foi também mencionado. O PAICV entende que a postura do ministro da Cultura, também neste capitulo, foi reprovável, classificando como “ligeira” a forma como Abraão Vicente lidou com a questão. Concretamente, aquele partido entende que o assunto não deveria ter ficado pela intenção de responsabilização criminal do suposto plagiador mas sim por um pronunciamento e responsabilização do júri do concurso.
A porta-voz do partido deixou uma série de questões acerca do concurso, nomeadamente sobre a eventual repetição do mesmo e os critérios de selecção do júri, e também sugestões no sentido de se integrarem elementos das universidades na equipa de preparação do dossier de candidatura.
Questionada se acredita que Ulisses Correia e Silva, que em outras ocasiões reiterou a sua confiança no ministro Abraão Vicente, irá mudar de atitude e atender aos apelos do PAICV, Vera Almeida vincou que o seu partido está “a responsabilizar o senhor primeiro-ministro por esta situação, pedindo-lhe que ele exija do governante dele uma postura mais adequada neste sector”.
Desgastada com o apoio e cumplicidade que diz ter assistido por parte dos deputados ventoinhas ao ministro da Cultura, aquando da abordagem deste assunto no parlamento, a ex-autarca "tambarina" diz esperar pelo menos  uma reacção dos muitos artistas e agentes culturais cabo-verdianos.

quarta, 26 outubro 2016 13:46 - Expresso das Ilhas

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

[9838] - A CASA DOS MEUS SONHOS...


QUEM QUER SER MEU VIZINHO?!

[9837] - ENGENHEIRO DE FAZ DE CONTA...

Rui Pedro Lizardo Roque
Quando o P.M. António Costa descobriu que necessitava, no seu gabinete, de um Adjunto para os Assuntos Regionais, nomeou o Engenheiro em Electrotecnia e Informática, Rui Pedro Lizardo Roque...Só que acaba de se comprovar que o Senhor Engenheiro não terminou os cursos e, portanto, não é Engenheiro...Descoberta a careca, pediu a demissão e esta foi-lhe concedida no mesmo segundo... Não espanta esta jogada do Senhor Rui Pedro que, na sua página do FaceBook destaca a seguinte citação de Mark Twain: "É mais fácil enganar as pessoas do que convence-las de que foram enganadas"... Ele lá sabe!
Mas, pergunta-se, o que é que faz um adjunto para os assuntos regionais? Segundo consta, organiza as visitas e viagens do P.M. dentro do País, actividade que, como é evidente, exige um Engenheiro Electrotécnico e Informático, não é?
Portanto, o homem exercia funções para as quais se não exige qualificação especial - para alem do bom senso, claro - mas mesmo assim, facultou declaração de qualificações que não tinha e, por isso, foi demitido, não por ser incompetente mas por ter mentido... António Costa odeia adjuntos mentirosos sem canudo!

[9836] - SOL - O MAGNÍFICO!

     Sugestão de Adriano M. Lima                                                                                                                                                Amanda D.

[9835] - QUAL MUDANÇA?!

CARA OU COROA: AS DUAS FACES DA MESMA MOEDA

Está mais do que provado que os partidos em Cabo Verde têm duas faces:

- A FACE DA OPOSIÇÃO: a face traseira. Aquela que pode ser entendida como uma face hipotética (irrealista), onde tudo é perfeito e onde os partidos vêm a sociedade com os olhos dos eleitores. Só nesta posição é que se consegue equacionar os problemas do povo! Quem se encontra nesta posição, normalmente, acha-se mais capaz do que aquele que está na situação. Chega-se quase a pensar que o povo não deveria pagar impostos! Bullshit!

- A FACE DA SITUAÇÃO: a face da linha da frente, onde tudo se pode fazer mas quase nada se faz. Perde-se a sensibilidade face aos problemas enfrentados pelo povo e se concentra na maximização da própria utilidade. O bem-estar pessoal tem preferência face ao bem estar colectivo. Não, o povo deve ser tributado o máximo possível! Bullshit!
Na primeira face temos o PAICV visto pelo MpD e na segunda face temos o MpD visto pelo PAICV. O povo, esse não vê um palmo à sua frente, tanto se deixa enganar pela situação como pela oposição. Coitado!
Vira-se o disco e toca outra coisa, bem pior. Que se lixe o povo!

Foto e texto de Éder Oliveira.

[9834] - COMEMORAR O SABER ...(2)

150º Aniversário do Liceu-Seminário de S. Nicolau
100º Aniversário do Ensino Secundário (S.Vicente)

Estas duas efemérides celebram-se, como se sabe, no próximo ano e conviria que a sociedade civil e o governo formassem uma parceria capaz de comemorar tais eventos com o brilho que eles merecem...Consta que entidade ligada a tais eventos terá contactado o senhor Ministro da Cultura que prometeu "tratar do assunto" com a senhora Ministra da Educação e com as duas Câmaras Municipais, da Ribeira Brava e de S. Vicente...Achamos bem que assim seja e, já agora, lembrar àqueles Ministros que devem também falar com a Câmara  Municipal da Brava pois, em 2017, também se celebra o 150º aniversário do nascimento de Eugénio Tavares!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

[9833] - A MAIS VELHA...


Esta é a árvore mais  velha de Portugal... Trata-se de uma oliveira, ultimo vestígio de um extenso olival que em tempos existiu em Santa Iría da Azoia, Loures... O vetusto espécime tem um tronco de 10,15 metros, mede 4,40 metros de altura e a copa tem um diâmetro entre os 7,60 e os 8,40 metros.
Mas, o mais sensacional, é que esta árvore que, segundo os cientistas tem a bela idade de
2850 anos...aínda produz azeitonas!
(Wikipedia)


[9832] - CABO VERDE - CRISE SOCIAL...

Nadir Abraão de Sousa
Cabo Verde está a viver “profunda crise social”
24 Outubro 2016 - A Semana

O sociólogo Nardi Sousa considera que o país está a viver uma "profunda crise social" e que todos os actores estão a falhar para combater fenómenos como a criminalidade, sobretudo nos principais centros urbanos de Cabo Verde.
Segundo o relatório anual do Ministério Público sobre o estado da justiça, entre 01 de Agosto de 2015 e 31 de Julho de 2016 foram registados 120 homicídios no país, com a criminalidade a aumentar em 6,7%.

O relatório, que servirá de mote para o debate parlamentar sobre a situação da justiça em Cabo Verde, na segunda-feira, também registou 504 crimes sexuais e mais de 13 mil crimes contra o património, sobretudo na cidade da Praia, onde nas últimas semanas a comunicação social tem dado conta de várias mortes violentas.

Em declarações à agência Lusa, o sociólogo e académico disse que os delinquentes e criminosos são “produtos” da sociedade e que a mesma energia que têm para criar coisas negativas pode ser utilizada para criar coisas positivas, transformando as “mentes potencialmente criminosas” em “mentes saudáveis e pacíficas”.

Entretanto, considerou que não só os jovens que cometem delitos e disse que os políticos e gestores públicos devem dar o exemplo e o Governo investir em políticas sociais nos bairros.

“Imagina que sou um gestor público e desvio milhares de contos que podia ser usado para reforçar o trabalho social nos bairros, apoiar associações que já deram provas de fazer coisas positivas nos seus próprios bairros. Se eu sou um corrupto e desvio esta verba, por exemplo, dos bairros, eu não estou a praticar indiretamente violência”, questionou.

Entendendo que é preciso criar alternativas nos bairros, Nardi Sousa salientou que os jovens estão a viver um “mal-estar social”, em que têm acesso a armas, drogas e têm um “ethos guerreiro e machismo exacerbado” que os leva a entrar em grupos para praticar violência.

“É preciso ver que tipo de políticas públicas têm sido tomadas para enfrentar esta questão”, prosseguiu, para quem a criminalidade não pode ser justificada somente com a pobreza, mas sim com a “crise de valores” no arquipélago cabo-verdiano.

“Os jovens só procuram tirar o prazer e não devolvem à sociedade nada daquilo que recebem. Temos um modelo de sociedade de vida boa e não uma sociedade boa e temos falta de investimentos em zonas urbanas densamente povoadas e com necessidades”, continuou.

Segundo Nardi Sousa, 41 anos e natural do Tarrafal de Santiago, já não há exemplos “de cima para baixo”, muitos pais já não têm controlo sobre os seus filhos e a comunidade também não é educativa, capaz de criar programas e valores para transformar os jovens.

“O Estado tem de acabar com a injustiça social e criar políticas públicas para evitar problemas de delinquência, mantendo os jovens a estudar, apoiar as associações e instituições que têm projectos saudáveis nos bairros, envolver universidades, para resolver esses problemas”, apontou, apelando também a intervenção de outras instituições como escolas, igrejas e as empresas.

“Não vamos deixar que a polícia eduque o filho de cada um. É preciso rever o papel de todos os actores sociais, canalizar financiamento para zonas com problemas sociais”, disse, afirmando também que é preciso “desarmar os jovens” e instruir a comunidade a colaborar com a polícia.

Quanto às medidas anunciadas há duas semanas pelo Governo cabo-verdiano para combater a criminalidade e dar mais segurança às pessoas, o académico considerou que o executivo tem de mostrar aparato policial, sim, mas também tem de trabalhar na prevenção.

“Cabo Verde é um país muito frágil a nível de segurança, pelo que é preciso que não se adormeça”, avisou Nardi Sousa, advertindo para a possibilidades de as pessoas começarem a fazer justiça pelas próprias mãos.

Fonte: Lusa

[9831] - A SAUDADE INSTINTIVA...


O eterno "Malacas" foi hoje ressuscitado para uma  breve passagem  por estas páginas, à guisa de introdução para uma abordagem a um fenómeno que já vi abordado algures mas cujos contornos me perturbam e para os quais gostaria de poder contar com algum a luz, por parte de alguma das muitas "cabeças" que passam os olhos por este sítio...Ele, está aqui com o lídimo representante da música de Cabo Verde que é,  em última análise, a responsável por esse estranho fenómeno de alguém sentir saudade de um lugar onde nunca esteve!

Vasculhando o YouTube em busca de sons para animar as visitas ao Arrozcatum, encontrei um vídeo com óptimas interpretações ao piano de mornas de Eugénio, B. Léza, Caldeira Marques, Jotamonte, etc. cuja apresentação gráfica regista uma série de comentários, entre os quais encontrei este mimo:

Katia K.
Olá; Sou Brasileira, e Nunca Estive em Cabo verde; porém, A Morna me Emociona...Sinto Uma Saudade Imensa...Saudades de Onde Nunca  Estive; Saudades De Cabo Verde. Obrigada por Postar.

Esta amiga brasileira é, certamente, uma pessoa sensível e de indesmentível bom gosto!

N.E. - As maiúsculas, abundantes no texto da Katia, são originais e deverão ter para a autora um significado que, no entanto, me escapa por completo.

[9830] - MORALIZAR A ASSEMBLEIA...



PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL
Lei de Reforma da Assembleia

1. O deputado será assalariado somente durante o mandato. Não haverá 'reforma pelo tempo de deputado', mas contará o prazo de mandato exercido para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS referente ao seu trabalho como cidadão normal.

2 A Assembleia (deputados e funcionários) contribui para o INSS. Toda a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo actual de reforma da Assembleia passará para o regime do INSS imediatamente. Os senhores deputados participarão dos benefícios dentro do regime do INSS, exactamente como todos outros portugueses. O fundo de reforma não pode ser usado para qualquer outra finalidade.

3. Os senhores deputados e assessores devem pagar os seus planos de reforma, assim como todos os outros portugueses.

4  Aos deputados fica vedado aumentar os seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período.

5.  Os deputados e seus agregados perdem os seus actuais seguros de saúde, pagos pelos contribuintes, e passam a participar do mesmo sistema de saúde do povo português.

6. A Assembleia deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo português, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total liberdade de expressão quando na tribuna da Assembleia.

7. Exercer um mandato na Assembleia é uma honra, um privilégio e uma responsabilidade, não uma carreira. Os deputados não devem "servir" mais de duas legislaturas consecutivas.

8. É vedada a actividade de lobista ou de 'consultor' quando o objecto tiver qualquer laço com a causa pública. "

Se cada pessoa reenviar esta mensagem para um mínimo de vinte pessoas, em três dias a grande maioria dos portugueses haverá de recebe-la!

PEC - Proposta de Emenda Constitucional, caminho para que possamos
  DEMOCRATIZAR A ASSEMBLEIA E OS PARTIDOS.

Se você concorda com o exposto, REPASSE,  caso contrário, basta apagar e dormir sossegado.

N.E. - Iniciativa da advogada Drª. Teresa Semedo - Póvoa de Varzim - Tel. 252614744.

Por sugestão de
Valdemar Pereira